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13 outubro 2015

Geração 2006: Encantou o mundo até fracassar na Copa.

A famosa e talentosa seleção brasileira de 2006 não ganhou a Copa, foi criticada, mas encantou o mundo. Uma das melhores gerações, a equipe era estrelada e tinha como ponto forte, o poderio ofensivo. Um quadrado mágico com nada menos que, Ronaldinho Gaúcho, atual melhor do mundo, Kaká, voando no Milan, Ronaldo, três vezes bola de ouro e Adriano, o imperador de Milão, todos em plena forma física e técnica.



 Nas Copas anteriores, a seleção canarinha chegou a três finais; campeã em 1994, vice em 1998 e campeã em 2002. Em 2006, a esperança do hexa era forte, principalmente, pelo belo futebol que a equipe apresentava.
Após o pentacampeonato em 2002, vários atletas despontaram em solo mundial. Os 11 titulares mais inúmeros reservas eram destaques em grandes equipes da Europa. O verde e amarelo era temido, respeitado e mostrava dentro de campo esse poder. A geração pós-penta era respaldada por campeões mundiais (Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho, Lúcio, Cafu, Roberto Carlos, Juan, entre outros) e promessas como Adriano, Robinho, Cicinho,Fred e etc. Carlos Alberto Parreira era o comandante dessa estrelada seleção.

Copa América 2004

A Copa América de 2004, realizada no Peru, era a chance de vários jogadores se consolidarem com a amarelinha. O maestro era Alex, vestia a 10 e era o responsável por municiar o forte ataque brasileiro, Luís Fabiano e Adriano. As principais estrelas não foram disputar a competição, então, coube a um time jovem levar o caneco para o Brasil. O torneio foi a chance que Adriano esperava para, enfim, se destacar na seleção nacional. A equipe de Parreira chegou na competição desacreditada pela torcida e imprensa, principalmente, após estreia apertada contra o Chile. Uma vitória magra por 1x0 com gol de Luís Fabiano aos 45 minutos da segunda etapa.
Na segunda rodada, o Imperador resolveu aparecer com um hat trick em cima da Costa Rica. Com o 4x1, a seleção garantiu vaga na segunda fase e diminuiu a desconfiança em cima do grupo.


Na terceira rodada, o Brasil entrou em campo relaxado (se perdesse não enfrentaria a Argentina), com isso, os paraguaios aproveitaram as chances e venceram por 2x1. Lúis Fabiano marcou para o Brasil.
Nas quartas de finais, a seleção brasileira tinha pela frente o embalado México. Líder do grupo A, que tinha a Argentina, os mexicanos achavam que sapecariam o Brasil, mas o resultado foi outro. Alex e Adriano brilharam e a seleção enfiou um sonoro 4x0 com pimenta e tudo que tinha direito. O Imperador marcou duas vezes, o meia fez de pênalti e Ricardo Oliveira fechou o placar.


Na semi-final, os comandados de Parreira tinham o Uruguai pela frente. A tradicional e catimbeira equipe celeste prometia ser um jogo duro para os brasileiros. Em um jogo polêmico, catimbado e pouco jogado, as equipes empataram por 1x1. A Celeste saiu na frente, mas Adriano empatou a parada. Nos pênaltis, os brasileiros converteram os cinco e os uruguaios perderam um.


A final da Copa América não poderia ser melhor, Brasil x Argentina, com provocação dos dois lados e muita polêmica. Os jornais argentinos, alguns jogadores e até o presidente da federação argentina tratavam como batalha ganha. O Time "B" não era páreo para o esquadrão argentino, como os 'hermanos' pintavam, mas na final foi outra história. Em um jogo duro, com Adriano apagado até o final da partida, os brasileiros sofreram com a pressão argentina. Kily Gonzáles abriu o placar, mas Luisão empatou. O jogo se encaminhava para os pênaltis, o Brasil tinha um a menos, pois Luizão saiu contundido, mas aos 41 minutos da segunda etapa Lucho González aproveitou falha de Renato e fez 2x1. O hermanos faziam cera, gritavam olé, Tevez brincava com a bola, até que o Imperador mostrou sua força. Em um lindo domínio, girou batendo no canto do experiente Pato Abbondanzieri e levando a decisão para as penalidades. A seleção cinco vezes campeã do mundo levou o caneco para casa.




Hora do show

Após o título da Copa América, a seleção desandou em goleadas. Shows em amistosos, sucesso em todos os lugares e encantava o torcida. Em 2005, teve a despedida do Romário. Tivemos o luxo de nos despedirmos de um dos maiores jogadores de nossa história e ainda com lenha para queimar. Sem dúvidas, o atacante dos mil gols, era para ter disputado a copa em 2002 e 2006, ajudaria muito, mais que o garoto Fred. 



Veio a Copa das Confederações, uma prévia do que viria a ser o Mundial. A dona da casa e vice em 2002, Alemanha e a sempre tradicional Argentina. O Brasil começou voando. Enfrentou a Grécia e sapecou um sonoro 3x0 e mostrou que viria para esmagar os adversários, mas aquela acomodação que ocorreria em 2006 já atacava. Nas partidas seguintes, a seleção perdeu por 1x0 para o México e apenas empatou por 2x2 com o Japão. A desconfiança já pairava sobre a estrelada seleção, mas bastaram dois jogos para isso acabar. Na semi-final, um jogaço com a Alemanha e uma vitória espetacular por 3x2. 



Com a confiança restabelecida, os comandados de Parreira, talvez, fizeram uma das maiores apresentações da história. A final foi um clássico sul americano contra a Argentina, mas parecia amistoso de profissionais contra juvenis. O resultado ? 4x1, fora o baile!  Em um certo momento da partida, o hermanos pareciam desistir, sem saber o que fazer, pois não conseguiam encontrar os brasileiros dentro de campo, sequer para dar pancada. A partida empolgou, ainda mais, os brasileiros para a Copa do ano seguinte.



Empolgação, convocação e fiasco 



A geração que foi convocada para a Copa gerou muita expectativa em todos que acompanhavam futebol. Eram jogadores talentosos, no auge de suas carreiras e que vinham entrosados para a Copa do Mundo. O Brasil era disparado o favorito ao título, mas dentro de campo aquela acomodação que se viu na Copa das Confederações se repetiu, mas dessa vez sem tempo para perdão. Na primeira rodada, a equipe enfrentou a Croácia e venceu por 1x0, mas não encantou como era previsto. O quadrado mágico não rendeu e coube a Kaká a fazer um golaço. 



A má performance dos jogadores foi pouco questionada por conta da vitória, talvez por ter sido uma estreia, mas era um mal presságio do que poderia vir. 
No segundo duelo, a equipe enfrentou a frágil Austrália e o que era para ser um passeio se tornou em um jogo de extrema dificuldade. Um primeiro tempo onde os australianos tiveram domínio do jogo, mas não souberam aproveitar a posse de bola. Na segunda etapa, as coisas não melhoraram muito, mas foi suficiente para Adriano desencantar e o garoto Fred fechar o marcador.



Mesmo sem convencer, a seleção canarinha conseguiu a vaga nas oitavas com uma rodada de antecedência. A equipe foi enfrentar o Japão, de Zico, venceu por 4x1 e deu a ilusão que tinha engrenado. Mesmo saindo atrás, a seleção fez um bom jogo e goleou os japoneses. Ronaldo, duas vezes, desencantou, Juninho Pernambucano fez o dele e até o Gilberto marcou.


Com 100% de aproveitamento na primeira fase, um jogo para empolgar e uma frágil seleção nas oitavas, a equipe tinha tudo para colocar a casa em ordem. Venceu a seleção de Gana bem por 3x0, mas ainda cometia os mesmos erros dentro de campo; a falta de compactação entre as linhas. O quadrado mágico tinha talento, mas não mostrava, com isso sobrecarregavam os volantes. Contra a seleção africana, o talento sobrou e o Brasil avançou.



Brasil e França se enfrentaram nas quartas de finais em 2006, reprise da final de 1998 e, novamente, os franceses levaram a melhor. A pior aparição da seleção naquela Copa contra o único grande que enfrentou. Zidane desfilou em campo e a equipe sucumbiu sem mostrar forças com apenas uma finalização no gol e nada mais. Uma geração que encantou o mundo merecia uma Copa, mas não fizeram por onde. Uma preparação falha, cheia de oba oba e sem a concentração devida. O preparo físico não estava em dia, a cabeça não estava focada e uma geração muito valorosa saiu de forma melancólica. Desde então, foi a nossa última geração de ouro e o futuro não é muito promissor. Tínhamos tudo, elenco, qualidade técnica e tática, mas nada disso foi posto em prática no mundial, e aquela geração que encantou o mundo entre 2003 e 2005 ficou manchada por uma Copa do Mundo sem brilho, sem brio e sem o jeito brasileiro de jogar. Depois disso, vivemos de lampejos, mas nossa qualidade nunca mais foi a mesma e a geração que poderia ter ficado para a história acabou sendo lembrada por um fracasso. 








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