Blogroll

               

13 janeiro 2016

Os anos de ouro do Paysandu


Paysandu levantando o caneco da Copa dos Campeões
O Paysandu é o maior campeão do estado com 45 conquistas, além de possuir duas Série B, uma Copa dos Campeões e uma Copa Norte. Outras duas campanhas são lembradas com carinho pela torcida bicolor: o honroso 9° lugar na Copa Libertadores e o vice da Copa Verde.
O primeiro título nacional veio em 1991, na Série B, quando bateu o Guarani de Campinas. No primeiro jogo, o Bugre venceu por 1x0, mas o Papão venceu o segundo duelo por 2x0 e carimbou a faixa. 
Dez anos depois, a melhor fase da história bicolor se iniciava com o bi da segundona em um quadrangular bastante disputado que culminou com o acesso da equipe.



Em 2002, nem o mais otimista torcedor poderia prever o que viria para o clube. Dois dos maiores títulos da história vieram naquela esplendorosa temporada. Além do tri estadual, o Papão conquistou a Copa Norte em cima do São Raimundo do Amazonas que vinha de um tetra da competição. Venceu os dois jogos com maestria por 1x0 e 3x0. Em 14 jogos no regional de 2002, o campeão alcançou 9 vitórias, 3 empates e sofreu apenas 2 derrotas. Marcou 26 gols (média de 1,8) e sofreu 9 (0,6). Com o titulo o Paysandu ganhou a vaga na copa dos campeões desse ano de 2002.
O maior título bicolor veio de forma surpreendente para todo o país, pois até então o Papão era desconhecido pela maior parte do país. 


Na fase de grupos, passou por Corinthians, Fluminense e Naútico com dois empates e uma vitória dramática contra o Timbu na última rodada. Nas quartas de final, o temido Bahia, entretanto não foi páreo para o esquadrão bicolor comandado por Robgol que avançou as semi com uma vitória por 2x1. Na fase seguinte, o adversário era o tradicional Palmeiras, mas o elenco alviverde não conseguiu frear os paraenses. Derrota por 3x1 e festa em Belém. O Paysandu estava prestes a fazer história (e fez).
Na final, um Cruzeiro embalado e cheio de confiança, principalmente, após o primeiro jogo quando, em um Mangueirão abarrotado, venceu por 2x1 e praticamente selava o título para a Raposa. 
Segundo jogo, em um campo neutro, mais precisamente em Fortaleza, no Castelão. A maioria já contava com o título celeste, mas o Papão não estava ali a toa. Fez uma magnífica final e bateu o galático Cruzeiro por 4x3 no tempo normal. Nas penalidades, a equipe bicolor venceu por 3x0 e garantiu a vaga na Libertadores do ano seguinte. 

" A decisão da Copa dos Campeões foi o único jogo em que o Paysandu não jogou em casa, mas nem isso, nem o placar adverso na primeira partida abalram o time, que fez a partida mais emocionante do campeonato. Mesmo com o gol de Fábio Júnior aos 9 do primeiro tempo, as bolas aéreas fizeram a diferença quando, dois minutos depois, Vandick marcou o primeiro do Papão após um cruzamento na área, e o gol da virada depois de outro lançamento e mais uma vez a finalização de Vandick.
O Cruzeiro ainda conseguiu empatar tudo aos 40 do primeiro tempo com jogada de Joãozinho, Jorge Wagner e o capitão Cris, que chutou forte para igualar tudo. Em outra jogada aérea, Vandick se isola na artilharia apenas um minuto depois com uma cabeçada que não deu chance para Jefferson. Aos 6 do primeiro tempo, mais uma vez o Cruzeiro conseguiu o empate Fábio Júnior, que aproveitou o rebote após um chute forte de Jussiê em jogada individual. Aos 12 minutos do segundo tempo, o Paysandu mais uma vez abriu vantagem. Após cobrança de escanteio, Gino toca de cabeça e Jóbson empurra para o gol.
Com Paysandu e Cruzeiro empatados no saldo de gols, a partida vai para os pênaltis. Cruzeiro começa cobrando e Ricardinho bate na trave, em seguida Jóbson converte para o Papão. Vânder também bate na trave,  e Vélber estufa a rede para o Paysandu. Jussiê consegue acertar o alvo, mas Marcão defende. Luís Fernando parte para a cobrança e, com o coração dos paraenses na ponta da chuteira, faz o gole que torna o Paysandu Campeão dos Campeões em 2002.
Cruzeiro: Jefferson; Maicon (Ruy), Cris, Luisão e Leandro; Recife, Ricardinho, Vânder e Jorge Wágner (Jussiê); Joãozinho e Fábio Júnior).

Técnico: Marco Aurélio

Paysandu: Marcão; Marcos, Gino, Sérgio e Luís Fernando; Sandro, Rogerinho, Jóbson e Wélber; Jajá (Vânderson) e Wandick (Albertinho).

Técnico: Givanildo Oliveira "






Na maior competição continental, o Papão é a única equipe do Norte a participar do torneio. O Brasil, nesta edição, estava representado, além do Paysandu, por Santos (campeão brasileiro de 2002), Corinthians(campeão da Copa do Brasil de 2002) e Grêmio (terceiro colocado no Campeonato Brasileiro de 2002, recebendo a vaga que seria do vice-campeão, o Corinthians, por este já ter se classificado com o título da Copa do Brasil).
O bicolor do Pará era treinado por Darío Pereyra, e tinha, em seu elenco, jogadores como o atacante Róbson "Robgol",Iarley, Sandro Goiano, e Vélber, dentre outros. O Paysandu participou na primeira fase figurando no grupo 2, ao lado de Cerro Porteño, Sporting Cristal e Universidad Católica. Após 4 vitórias e 2 empates, o "Papão" terminou na liderança do grupo, com 14 pontos. Teve a terceira melhor campanha nesta fase, atrás apenas de Corinthians (15 pontos) e Santos (também com 14 pontos, mas com saldo de gols superior).
  1. A Campanha 13 de fevereiro de 2003 - Lima, Peru - Sporting Cristal 0-2 Paysandu;
  2. 6 de março de 2003 - Belém do Pará - Paysandu 0-0 Cerro Porteño;
  3. 11 de março de 2003 - Belém do Pará - Paysandu 3-1 Universidad Católica;
  4. 18 de março de 2003 - Belém do Pará - Paysandu 2-1 Sporting Cristal;
  5. 27 de março de 2003 - Assunção, Paraguai - Cerro Porteño 2-6 Paysandu;
  6. 15 de abril de 2003 - Santiago, Chile - Universidad Católica 1-1 Paysandu.




Nas oitavas de final, enfrentou o Boca Juniors, tradicional clube argentino, até então dono de 4 títulos na Libertadores, e que terminou a primeira fase na segunda colocação do grupo 7, com 11 pontos. A La Bobonera era sempre temida pelos times que iam jogar por lá, mas o Davi venceu o Golias na sua casa por 1x0 com o gol do GRANDE Iarley. 


Até 2003, apenas dois clubes brasileiros haviam conseguido derrotar os xeneizes na Argentina: o Santos de Pelé, em 1963, e o Cruzeiro de Ronaldo em 1994. Todos os outros que lá entraram ou perderam ou empataram. Só que a escrita foi quebrada na noite do dia 24 de abril de 2003.
Apesar da vitória, o time bicolor não segurou a empolgação e sucumbiu a pressão. O Boca venceu no tempo normal por 4x2 e acabou com o sonho do time paraense conquistar a América.


Com apenas 1 derrota, o Paysandu encerrou aquela que é, até hoje, sua única participação neste torneio. Na classificação final, ficou com a 9a. colocação. O atacante Róbson "Robgol" foi o terceiro maior goleador da competição, com 7 gols.
E o clube responsável por esta derrota e pela eliminação do "Papão", o Boca Juniors, acabou sagrando-se campeão da Libertadores naquele ano, eliminando, no decorrer do torneio, Cobreloa (quartas de final), América de Cáli (semifinal) e Santos (final).
No primeiro ano da volta aos campeonatos regionais, após 12 anos de ser o último campeão da Copa norte em 2002, chegou a final da Copa verde, nesse ano de 2014, eliminando seu arquirrival Clube do Remo na semifinal do campeonato, após dois jogos disputados, ganho por 1 a 0 no placar agregado. 


Na final enfrentou o Brasília perdendo nos pênaltis por 7 a 6, após ter ganho o primeiro jogo no Mangueirão por 2 a 1, sendo devolvido o placar de 2 a 1 pelo Brasília, no Estádio Nacional Mané Garrincha



Comente com o Facebook:

Nenhum comentário:

Postar um comentário

c