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09 março 2016

Aí é Gildo!

Gildo Fernandes de Oliveira, soa normal para qualquer pessoa menos para os torcedores alvinegros. 261 gols traduzem tamanha idolatria, de milhões, para com um ser diferente, sim, pois humano ele nunca foi. Gols antológicos, decisivos ou até mesmo "normais" tornaram o atacante franzino em um monstro da área. 


O panteão dos ídolos alvinegros é recheado de estrelas que representaram a torcida e fizeram a história do clube em campo. Walter Barroso, Pintado, Mitotônio, Zé Eduardo, Sérgio Alves, Mota e João Marcos são alguns que marcaram época entre as diferentes gerações neste pouco mais século de Vovô, mas nenhum deles se assemelha a Gildo, o maior artilheiro da história do Ceará Sporting Club.

O futebol muda  a vida de muita gente, inclusive a do atacante, que tinha tudo para não ficar no Vovô. Quando chegou em Porangabussu no fim de 1960, vindo do Santa Cruz, de Recife, o Pernambuqinho, como era chamado, só tinha contrato até o fim do terceiro turno do estadual para se recuperar de uma contusão no joelho, mas o destino propôs outra história e ele tratou de muda-la, com gols, o que melhor sabia fazer. Tratava a bola como poucos, fazia gols aos montes e emocionava uma multidão. Tricampeão estadual em 61-62-63 e artilheiro em duas oportunidades (61 e 63). Segundo o próprio, em 1962, não foi o goleador máximo por conta de uma "máfia" para Haroldo Castelo Branco, do Fortaleza, assumir a artilharia. Na vitória do tricolor por 12x1 sobre o Gentilândia, o atacante marcou sete vezes e passou Gildo que tinha 29 gols, um fato que ele nunca engoliu. 

Além das artilharias estaduais, conseguiu igualar Pelé na Taça Brasil de 1964 com 8 tentos marcados.

Poucos serão ídolos como Gildo, poucos terão o brilho, a liderança e o amor dele, ou seja, Gildo foi, é e sempre será eterno. Dessa vez, ele subiu, mais do que para cabeçadas, foi encontrar o lá de cima. Conosco, fica a gratidão e a idolatria! 

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