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07 março 2016

Felipe Pires: boa praça e bom de bola


Muitos jogadores rumam a Europa ainda cedo em busca do sucesso no futebol. No Brasil, esses atletas são muito criticados, principalmente, quando chegam a Seleção Brasileira sem ser "conhecido" no país. 
O meia Felipe Pires, de apenas 20 anos, começa a despontar como uma boa promessa brasileira em sua carreira nos gramados europeus. Com um chute potente, o garoto ganhou destaque com a camisa do RB Brasil após uma boa passagem pelo Guarulhos, time da quarta divisão do futebol paulista. No Índio Guaru, foi artilheiro do Campeonato Paulista Sub-17 com oito gols marcados. Por conta do belo desempenho, o meia acertou sua ida para o RB Brasil, onde deslanchou. Em seu novo clube, Felipe logo assumiu a titularidade na Copa São Paulo de 2013. Apesar da eliminação na primeira fase, o atacante conseguiu um bom desempenho nos três jogos, marcando um gol e dando uma assistência. No mesmo ano, voltou a se destacar, marcando oito gols e terminando como artilheiro do Tourão no Campeonato Paulista sub-20. 
Com o meteórico destaque, logo atraiu os olhares de um dos parceiros da rede de clubes da empresa de energéticos e foi parar na Alemanha, no RB Leipzig. O clube alemão foi uma ponte de transferência para o Liefering, que funciona como o time B do Red Bull Salzburg. Com o rápido destaque na equipe de baixo, o brasileiro rumou para o time principal. Na Áustria foi muito feliz e conquistou a Österreichischer Meister (primeira divisão austríaca) e a ÖFB-Cup (Copa da Áustria). Agora joga pelo FSV Frankfurt, da Alemanha, mas está por empréstimo, pois pertence ao Hoffenheim.


Confira a entrevista com a jovem promessa brasileiraArena 303: A sua carreira começou no Guarulhos, mas você despontou no RB Brasil. Como foi foi esse início de trajetória ?Felipe Pires:  O começo da carreira foi muito proveitoso. Trabalhei bastante, mas tiveram muitas dificuldades. Não desisti e fiz um sub-17 (Campeonato Paulista) muito bom, com isso, ganhei a oportunidade de defender o RB Brasil, que foi onde me destaquei e fui para a Europa. 
Felipe Pires em ação com a camisa do Salzburg

Arena 303: No RB Brasil, você atuou pela Copa São Paulo em 2013, fez um gol, e no Campeonato Paulista Sub-20 fez 8 gols sendo o artilheiro da equipe. Mesmo com seu faro de gol aguçado, hoje você atua nos lados do campo. O que mudou e onde você prefere atuar ? 

Felipe Pires: Minha passagem foi bastante positiva no RB Brasil, que é um clube muito estruturado, com isso desfrutei dentro de campo. A equipe jogava em função de mim e eu marcava muitos gols. Jogava mais próximo do gol, entretanto, na Europa os treinadores me viam como um jogador de força que vinha de trás e fazia os gols. Gosto de atuar mais próximo do gol, mas essa mudança de posicionamento me fez muito bem, pois virei um jogador mais completo

Arena 303: Como foi a negociação para ir jogar na Áustria e quais dificuldades você encontrou no começo ?

Felipe Pires: Primeiro eu fechei para ir jogar na Alemanha, mas fui repassado para o Liefering, da Áustria. Lá fui muito bem, inclusive marquei gol na estreia. Fiz 10 gols em 20 partidas, além de ter distribuído oito assistências. Foi uma decisão muito acertada ter ido para a Europa.

Arena 303: O sonho de muitos jogadores é jogar a Champions League e você jogou na temporada 15/16, como foi essa sensação ?

Felipe Pires: Apesar de termos saído ainda nos playoffs, a sensação é indescritível. Aquela música, a organização e o ambiente são diferenciados. Tínhamos a classificação na mão após vencermos por 2x0 em casa, mas o Malmo conseguiu fazer 3x0 na Suécia e fomos eliminados. Foi dolorido, pois o clube deseja muito evoluir nessa competição e isso tem sido uma pedra no sapato.

Arena 303: Depois de títulos importantes na Áustria, você voltou para a Alemanha e atua no FSV Frankfurt, mas pertence ao Hoffenheim. Como está sendo esse novo desafio ? Você se espelha no Roberto Firmino ?

Felipe Pires: Graças a Deus eu tive a oportunidade de ser muito feliz na Áustria. Ganhei um Nacional e uma Copa, além de ter jogado a Champions, Agora o desafio é na Alemanha onde o futebol é mais competitivo. Nós estamos no meio da tabela, mas, independente, disso estou aqui para aprender e voltar para o Hoffenheim. Claro que o Firmino é um exemplo, principalmente por termos o mesmo empresário. Espero ter o mesmo sucesso, mas para isso tenho que trabalhar, pois ele já é realidade e eu sou promessa. 


Arena 303: Qual a maior diferença que você notou entre o futebol brasileiro e o europeu ? Quais foram as maiores dificuldades para se adaptar ? O racismo já atingiu você ?

Felipe Pires: A maior diferença que eu notei foi na marcação. Lá, a filosofia é diferente da adotada aqui no Brasil. Eu chego a correr 13 quilômetros por jogo. Tem partida que eu mais marco que ataco. Outra diferença é o estilo de jogo das equipes, pois mesmo com os grandes jogando com a bola no pé o tempo todo, a maioria das equipes jogam na bola longa e no Brasil é mais cadenciado. A língua e o frio me atrapalharam por muito tempo, mas já me acostumei com isso tudo. Em relação ao racismo, nunca sofri ou passei por algo desse tipo. São quase 3 anos de uma ótima recepção. 

Arena 303: Qual sua expectativa para o restante dessa temporada e para a próxima ?

Felipe Pires: Hoje, a minha expectativa, é somar o maior número de gols que eu puder e deixar o Frankfurt em uma boa posição na tabela para voltar bem ao Hoffenheim. Na próxima temporada, não quero ser emprestado para mostrar meu valor no clube e ir em busca de títulos com a equipe.

Arena 303: As Olimpíadas estão chegando, você acha que tem alguma possibilidade de participar do torneio, apesar de nunca ter sido chamado  ? O Dunga tem um histórico de "caçar jogadores", acredita nisso ?

Felipe Pires: Eu não vou descartar essa possibilidade, mas está muito longe. Não estou criando expectativas, mas o futebol é uma caixinha de surpresas. Ficaria muito feliz em defender meu país em busca dessa conquista inédita.

Arena 303:E em relação a Seleção Brasileira principal, você sonha com isso ? Teria algum problema em se naturalizar para atuar por outro país ?

Felipe Pires: Eu tenho esse sonho. Minha meta é daqui a uns dois ou três anos eu esteja lá, pois eu estou trabalhando para isso. Tenho vontade de ser reconhecido no meu país, principalmente, com uma Copa do Mundo no currículo. Minha preferência é o Brasil, mas se uma seleção como a Alemanha aparecer, eu pensarei com muito carinho.

Arena 303: Quais foram os melhores companheiros de ataque com quem você jogou ?

Felipe Pires: Cara, eu joguei com dois feras! O Jonathan Soriano, ídolo do Salzburg, e o Lucas Venuto, que hoje está no Áustria Wien. O Lucas é um irmão para mim, pois sou padrinho de casamento e tudo dele. O Soriano foi meu capitão no Salzburg e me deu muitas dicas.

Arena 303: Para encerrar, manda um abraço para a galera que curte o seu futebol e pediu essa entrevista via Twitter.

Felipe Pires: Quero agradecer a oportunidade de falar com a galera do Arena 303 e mandar um abraço para quem gosta do meu futebol e me acompanha. Tamo junto, Honorato e toda rapaziada que torce por mim. Obrigado de coração pela oportunidade! 


                              Jogador veloz e de ótima finalização.




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