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27 abril 2016

As oitavas da libertadores prometem ser dureza para os brasileiros



Dos cinco clubes brasileiros que começaram a libertadores, apenas o Palmeiras já deu adeus a competição. Atlético-MG, Corinthians, Grêmio e São Paulo permanecem vivos em busca do título mais cobiçado do continente. Porém essa é a hora que tudo começar a ficar mais complicado, e os adversários não são nada fáceis, cada um com suas particularidades e dificuldades.

Atlético-MG x Racing Club

O galo pegou uma das mais equipes mais "casca grossa" do torneio. O Racing Club da Argentina tem um time competitivo, com muita marcação e um ataque perigoso. Capitaneado por Diego Milito, La Academia conta ainda com os perigosos: Roger Martínez, Lisandro López (aquele mesmo que estava no Internacional ano passado) e o talentoso meia Óscar Romero, além é claro de sua apaixonada e fiel torcida. Apesar disso os mineiros são favoritos para o confronto, Diego Aguirre tem um ótimo elenco a sua disposição e a vantagem de decidir o confronto em casa, não poderá vacilar na primeira partida. A força ofensiva de Robinho, Pratto, Luan e Cazares é o ponto forte da equipe.

Corinthians x Nacional

O time de Tite também não terá vida fácil nessa fase da competição, O Nacional, sempre tradicionai e competitivo promete engrossar demais a disputa pela vaga nas quartas de final. A equipe uruguaia tem em Nico Lopez sua principal e mais perigosa arma ofensiva, o jovem atacante foi o grande da destaque da primeira fase com três gols. Os brasileiros decidem a vaga na Arena Corinthians, e o poder defensivo de Tite tem que prevalecer nesse primeiro confronto.

Grêmio x Rosario Central

Esse duelo promete ser um dos mais duros das oitavas de final, a disputa entre brasileiros e argentinos por si só já é um atrativo à parte, e aumenta quando dois clubes de "pegada" estão frente à frente. O Grêmio é mais técnico, tem mais qualidade individual, mas o Rosario é mais tático, e levará a decisão para o gigante de Arroyito, onde só perdeu uma partida nos últimos seis meses, promessa de dois bons jogos.

São Paulo x Toluca

O tricolor paulista conseguiu a classificação a duras penas, a sofrida passagem de fase se deu por conta do irregular futebol apresentado ao longo da primeira fase, por isso o adversário é nada mais nada menos que o melhor primeiro colocado da fase de grupos. O Toluca conseguiu a classificação com um futebol envolvente e se mostrou uma equipe muito bem treinada por Cardozo, aquele ex atacante paraguaio. Ainda assim, pela tradição na competição o São Paulo tem totais condições de avançar de fase, a ausência de Calleri é um ponto negativo para o time, o artilheiro da competição cumprirá suspensão automática e não enfrenta os mexicanos na partida de ida do confronto.

26 abril 2016

O esquadrão mais que Real

Se o Real Madrid tem dez Liga dos Campeões tem que agradecer e MUITO ao esquadrão que jogou no clube na década de 50. Comandados pelo lendário Dí Stéfano, o Real Madrid comandou o mundo do futebol durante cinco temporadas com um time avassalador e envolvente.

Di Stéfano com as cinco taças da Liga dos Campeões. 


Após um sucesso estrondoso dos italianos do Torino na década de 40, o Real Madrid resolveu investir pesado em busca do domínio espanhol e europeu.
O presidente Santiago Bernabeu Yeste assumiu o cargo em 1945 com a missão de colocar o clube no caminho das taças que não vinha desde 1933. Antes de tudo, ele tratou de organizar uma ampla reforma no estádio do clube, então chamado de Estádio Chamartín (o estádio passaria a se chamar Santiago Bernabéu apenas em 1955).
Com a casa arrumada, o presidente resolveu apostar em jogadores que se destacavam em outros países e um deles foi o argentino Di Stéfano que fazia misérias no Millonários da Colômbia. Pelo clube marcou 267 gols em 294 jogos que o credenciou a vestir a camisa merengue. Além dele chegaram Puskas, Héctor Rial, Raymond Kopa, Ferenc Puskás, José Santamaría e outros.
Com um time encorpado e cheio de talentos, os frutos começaram a aparecer em 1954 quando o Real Madrid voltou a ser campeão espanhol após um hiato de 21 anos. 
Após voltar a conquistar um título, o clube merengue enfileirou mais três nacionais (56-1957; 57-1958; 60-1961).


Supremacia na Europa

Quando a constelação madridista chegou ainda não existia a Liga dos Campeões e nenhuma competição europeia de clubes. O presidente do Real Madrid foi um dos percursores da Champions que se chamava Copa dos Campeões da Europa.

  A primeira edição do torneio reuniria 16 times, entre eles o Real Madrid, então campeão espanhol. A final seria na França, berço da competição, no estádio Parc des Princes, em Paris. A base de disputa seria simples, com partidas eliminatórias de ida e volta e a final sendo decidida em uma só partida. Esse formato seguiu por décadas, até dar lugar às fases de grupos atuais.

Na edição inicial, o Real Madrid não queria fazer feio e quis buscar o título a qualquer custo. Após eliminar o Servette, da Suíça sem muitas dificuldades, o clube passou por maus bocados na fase seguinte. Após vencer o jogo de ida, em Madrid, por 4x0 em cima do Partizan, da Sérvia, os sérvios quase impuseram uma histórica derrota aos espanhóis após vencerem por 3x0. Na semi-final, um embate que até hoje é lembrado como um dos maiores jogos de todos os tempos: Real Madrid x Milan. A expectativa era grande, pois os italianos tinham o trio sueco Liedholm, Nordahl e Gren, além do carrasco do Brasil em 1950, o uruguaio Schiaffino, e o pai de Paolo Maldini, Cesare Maldini. O primeiro jogo, em Madrid, foi alucinante, com vitória do Real por 4 a 2. Na volta, em Milão, outro jogaço e vitória do Milan por 2 a 1. O gol marcado fora por Iglesias colocou o Real na primeira final da Liga dos Campeões da UEFA.

A final no Parc des Princes, na França, foi uma das maiores da história da competição. O forte time Reims abriu 2x0 com 10 minutos  de jogo, Leblond e Templin marcaram. Ainda no primeiro tempo o Real empatou com Di Stéfano e Rial. Na segunda etapa, o Reims fez 3x2 com Hidalgo, mas Marquitos e Rial fizeram a festa madrilenha com a conquista do primeiro título europeu. 
Após conquistar a primeira edição, o Real emendou mais quatro títulos da Liga com jogos memoráveis. No bicampeonato, o clube bateu a Fiorentina de Julinho Botelho na final. No terceiro título, o Real reencontrou o Milan na final que queria vingar sua derrota de dois anos antes, mas após um alucinante jogo no tempo real que terminou empatado por 2x2, o Real Madrid venceu por 1x0 na prorrogação e continuou como soberano no continente. 

Na temporada 1958/1959, o Real Madrid ganhou o reforço do lendário atacante húngaro Ferenc Puskás, que deixou o time madrilenho ainda mais forte e quase imbatível. O Real reencontrou o Stade Reims na decisão da Liga dos Campeões de 1958/1959, na cidade de Stuttgart (ALE). Os franceses tinham a chance de se vingar da derrota em 1956. Já o Real queria confirmar a hegemonia e manter o gosto único de ser campeão europeu, gosto não compartilhado por nenhum clube até então. Com uma partidaça de Stéfano, o Real venceu por 2x0 e se sagrou tetra da Europa.

Quando todos achavam que o Real Madrid havia perdido a fórmula do sucesso e que outros clubes tinham carta na manga para vencê-los, inclusive o Barcelona, os merengues foram em busca do quinto título e esbarraram com o maior rival na semi-final. Quando se esperavam que Evaristo de Macedo e companhia eliminassem o único campeão europeu, o Real Madrid bailou em campo e aplicou duas vitórias por 3x1 com show de Puskas para avançar a final.
Na decisão, o adversário eram os alemães do Eintracht Frankfurt, em Glasgow, Escócia. O momento de epopeia e de grande magia aconteceu naquela final. O único campeão europeu  até então e com um esquadrão de gala daria seu último suspiro de mágica naquela final. Ferenc Púskas e Di Stéfano bailaram em campo e mostraram ao mundo do futebol como se joga ao ritmo de música. Uma goleada histórica por 7x3 (maior vitória em final) com um poker (4 gols) de Puskas e um hat-trick de Di Stéfano marcaram o penta do Real e o fim de um esquadrão mais que Real. 

Nunca uma equipe conseguiu chegar perto do feito daquele time. Ajax e Bayern München, na década de 70, emendaram 3 conquistas seguidas cada um, mas perderam força para tentar um tetra e um penta.

Conquistas: Primeiro Campeão Mundial Interclubes em 1960, Primeiro e único Pentacampeão consecutivo da Liga dos Campeões da UEFA (1955-1956, 1956-1957, 1957-1958, 1958-1959 e 1959-1960) e Tetracampeão do Campeonato Espanhol (1954-1955, 1956-1957, 1957-1958 e 1960-1961).


Lances geniais daquele esquadrão.


23 abril 2016

O Caxias de Tite

Muita gente defende o fim dos campeonatos estaduais, mas não lembram que vários clubes tradicionais e de torcida apaixonada dependem dessas defasadas competições para sobreviver. 
Em 2016, o Campeonato Gaúcho conta com dois times do interior na semi-final. O Juventude que venceu o Grêmio por 2x0 no jogo de ida e o São José que empatou em 0x0 com o Internacional. As duas equipes tem vantagem e podem fazer uma final histórica. 
Dessa forma, vamos lembrar a  última equipe do interior a ser campeã gaúcha: o Caxias de Tite!


Nessa temporada, o Caxias amarga a Divisão de Acesso do Campeonato Gaúcho e vai disputar a Série D do Campeonato Brasileiro, mas nem só de decepções vive o torcedor grená. O clube que leva o nome da cidade foi o último campeão gaúcho sem ser a dupla Gre-Nal e ainda revelou para o país um dos grandes treinadores do futebol brasileiro, Tite. 
Atormentado pelos sucessos do arquirrival Juventude, há muitos anos na Primeira Divisão do Brasileiro,campeão da Copa do Brasil 1999 e que havia sido o primeiro time do interior a ganhar o Gauchão em 50 anos, o time grená precisava dar a volta por cima. E conseguiu! Com um time jovem, consistente e comandado pelo desconhecido Tite, o clube foi copeiro e conquistou o estadual em cima do Grêmio de Ronaldinho Gaúcho, Zinho,Astrada e Paulo Nunes.

Campanha histórica

O título de 2000 foi o primeiro e único na história do Caxias, entretanto, a campanha foi histórica além desse fato, pois o esquadrão grená teve que passar por todas as fases, enquanto o Grêmio, Juventude e o Internacional jogavam a Copa Sul-Minas.
Naquele ano o estadual foi disputado em um octogonal em ida e volta, com os campeões de cada turno fazendo a decisão. Mas para chegar lá, o Caxias precisou se classificar em uma fase inicial somente com times do interior. A equipe só ficou atrás do Esportivo e avançou. 
Na segunda fase, a equipe só perdeu para o 15 de Novembro por 2x0. Nos outros jogos, venceu o Passo Fundo e desbancou seu rival em pleno Alfredo Jaconi por 1x0. Chegou a vencer o Internacional por 2x0 e na penúltima rodada um insano 4x3 contra o Santa Cruz garantiram a vantagem do empate na última rodada contra o Grêmio, no Olímpico.
Com um estádio lotado, repleto de estrelas como Danrlei, Zinho, Ronaldinho e os argentinos Astrada e Amato, o Grêmio era favoritaço. Uma vitória simples já deixava o Tricolor, então treinado por Antônio Lopes, classificado para a final. 
Só que o Caxias não quis nem saber e saiu na frente com um golaço de Ivair, sem chances para Danrlei. O Grêmio empatou ainda no primeiro tempo, com um gol de Amato, mas logo depois Jajá fez 2x1 para o Caxias.
A vitória classificou o time para a final.

Grêmio 1x2 Caxias em pleno Olímpico.

No segundo turno, o Caxias quase venceu novamente, mas viu o Grêmio conquistar o título e garantir vaga na final para enfrentar o esquadrão de Tite. 

Baile Grená e título em cima do Grêmio.

Na final, o Grêmio nem viu a bola e foi sapecado com um sonoro 3x0 no Centenário. Gil Baiano, Ivair e Márcio fizeram a festa da torcida Grená e garantiram a vantagem na final. No jogo de volta, o Grêmio não conseguiu penetrar no esquema montado por Tite e viu o Caxias comemorar seu único título do Campeonato Gaúcho.



21 abril 2016

Fluminense, o campeão "esquecido" da Primeira Liga

A Primeira Liga começou em meio a polêmicas com a CBF, FERJ e alguns clubes que não participaram. Com a proibição da mandatária do nosso futebol, a competição se fortaleceu nas redes sociais e bons públicos com ingressos a preço popular marcaram as rodadas inaugurais do certame.
Entretanto, com o desenrolar dos jogos, a copa foi ficando defasada devido a distância das datas dos jogos, além do afunilamento da Libertadores e dos Estaduais. 
É preciso aprender algumas lições e lapidar a competição para os anos subsequentes para que seja uma das principais ligas do primeiro semestre dos clubes brasileiros.
A final foi esquecida pelo público brasileiro e deixada de lado por jogos sem tanto apelo, mas não tira o mérito e nem a conquista do Fluminense.  



Fluminense campeão




O Tricolor das Laranjeiras conquistou a edição inaugural da Primeira Liga e isso deve ser valorizado. Mesmo com polêmicas extra campo, mudança no comando técnico e quase saída de Fred, o clube carioca fez uma campanha segura e levantou a taça para quase 30 mil pessoas em Juiz de Fora. 
Na primeira fase, o Tricolor estreou com derrota para o próprio Atlético/PR, mas deu a volta por cima e se classificou em primeiro com duas vitórias: um 4x3 épico contra o Cruzeio no Mineirão e uma segura vitória por 2x0 sobre o Criciúma. 


4x3 com show de Diego Souza em pleno Mineirão.

Na semi-final, o Flu desbancou o Internacional em Brasília ao vencer o Colorado nos pênaltis por 3x2. Mesmo passando por dificuldades no estadual, a equipe chegou a final disposta a conquistar esse título inédito para o clube.
Na decisão, um jogo aberto e bem jogado pelas agremiações. O Fluminense apostava nas jogadas pelos flancos e o Atlético tentava o contra-ataque com Nikão, Walter, Marcos Guilherme e Vinicius. O Furacão teve chances com Walter e chegou a colocar uma bola na trave de Diego Cavalieri, mas foi o Tricolor que fez com Marco Júnior. 
Na segunda etapa, o Flu tomou conta do jogo e com as mudanças de Levir Culpi fez o gol que levou a taça para as Laranjeiras. Marco Júnior entrou no lugar de Osvaldo e fez a festa da torcida. 
A comemoração dos jogadores e da torcida mostram o quanto estavam levando a sério a competição. 



19 abril 2016

Precisamos falar de Fernando Diniz



Quando o árbitro José Cláudio Rocha Filho assinalou o término da partida no Estádio José Liberatti, Osasco, um gigante sucumbiu: o “todo poderoso” São Paulo acabara de ser eliminado diante do modesto Grêmio Audax, nas quartas de final do Campeonato Paulista 2016. Antes disso, o tricolor da capital já havia sido desbancado pelo Audax na fase classificatória - estiveram no mesmo grupo (C), que acabou liderado pelo time comandado pelo técnico Fernando Diniz. Na mesma proporção que o gigante São Paulo caía, outro gigante surgia. Ou melhor, apresentava-se para quem não o conhecia: Fernando Diniz. O mineiro de 42 anos, natural de Patos de Minas, foi um meio-campo com passagens por diversos clubes do futebol brasileiro: Palmeiras, Corinthians, Flamengo, Cruzeiro foram algumas agremiações que Diniz trabalhou como jogador. Até encerrar a carreira em 2008, no Gama-DF. 



O início como treinador 

Como técnico, sua carreira teve início no Votoraty. Passou por Paulista, Botafogo-SP e Atlético Sorocaba, conquistando títulos ou acessos em divisões menores no futebol paulista. Em 2013, sua passagem na equipe de Osasco (recém-fundada) teve início e, com a sua chegada, uma nova filosofia fora colocada na mesa. O treinador – que também é formado em psicologia -, é adepto do "tiki-taka", muita movimentação, passes curtos, troca de posições, manutenção e valorização da posse de bola, goleiro que participa do jogo – sim, também contribuindo com a bola no pé – e, pasmem: times comandados pelo jovem treinador dificilmente utilizam o famoso “chutão” para aliviar a pressão do adversário. 

Paraná: saída do Z4, sonho de acesso e decepção

 Em 2015, Diniz acertou com o Paraná Clube – clube que costuma “apostar” em técnicos emergentes, como é o caso de Caio Júnior, Marcelo Oliveira, Ricardinho e Dado Cavalcanti. Entretanto, a diretoria não foi parceira. Sob o seu comando, o Paraná deixou a proximidade do Z4 (estava com o mesmo número de pontos do 17º), abriu 10 pontos em relação à zona da degola e chegou até a sonhar com acesso, entretanto, o sonho foi interrompido com a surpresa da demissão, após uma derrota diante do Atlético-GO, na Vila Capanema, com apenas dois meses de trabalho - Diniz chamou de “traição”. Ele retornou ao Audax para o Paulistão. E para fazer história! Na semi-fina do Paulistão, o “Garoto Audacioso” garantiu classificação às semifinais do Campeonato Paulista. Passeou diante do São Paulo. Venceu. Convenceu. Não mudou o estilo de jogo e nem se importou com o tamanho gigantesco do adversário, dono de uma folha milionária. Independente do que aconteça a partir de agora, o Paulistão já tem um vencedor: Fernando Diniz mostrou o valor do seu trabalho e merece ser observado.

14 abril 2016

Pellegrini faz história antes de sair


Manuel Pellegrini tá com a bola toda no City, o chileno de 62 anos vem demonstrando que quer deixar o clube inglês de bem com a torcida, em poucos meses, será substituído por Pep Guardiola, mas vai deixando uma ótima marca no clube, marca essa que ele gosta de cravar por onde passa.

As equipes comandadas por Pellegrini se caracterizam pelo bom toque de bola, e força ofensiva. Foi assim que ele conseguiu destaque no futebol chileno, passando por Universidad de Chile, Palestino e O'Higgins. Depois foi treinar o San Lorenzo, onde conquistou o título argentino e a Copa Mercosul em 2001, contra o Flamengo, após a conquista sul americana se transferiu para o River Plate, onde venceu seu segundo título argentino em 2003.

Com seu sucesso no futebol sul americano, recebeu uma proposta para treinar o Villareal. Durante suas cinco temporadas no submarino amarelo, deu maior visibilidade ao clube, tendo conquistado o título da Copa Intertoto da UEFA em 2004 e, dois anos depois, conseguiu se classificar para as semifinais da Liga dos Campeões da UEFA. Também conseguiu terminar em segundo na temporada seguinte na La Liga. Durante sua passagem, recebeu o Trofeo Miguel Muñoz (prêmio de melhor treinador nacional), sendo o primeiro sul-americano a receber tal honra. 

O ótimo trabalho no Villareal lhe rendeu a chance de dirigir o Real Madrid. Porém, na equipe madrilenha, não conseguiu, de início, fazer o clube "funcionar", viveu de altos e baixos durante seus primeiros meses no comando dos merengues, foi eliminado da Copa da Espanha, após sofrer uma goleada por 4 a 0 do inexpressivo Alcorcón, depois veio a eliminação nas oitavas de final da Liga dos Campeões da UEFA (principal objetivo na temporada) para o Lyon. Conseguiu fazer o clube engrenar após meados da temporada, mas ficando em segundo lugar na La Liga, mesmo batendo o recorde de número de pontos. Acabou sendo demitido, diante de toda essa inconstância. Em 2010, foi anunciado pelo Málaga e conseguiu levar o clube às quartas da Liga dos Campeões da UEFA.

No meio da temporada de 2013, chegou ao City, no que seria sua participação no futebol inglês. No "novo rico" da Europa conquistou a Copa da Liga Inglesa, um (3-1) diante do Sunderland.

Na temporada de 2014, conquistou a Copa da Liga Inglesa e a Premier League. Em 2016 já faturou mais uma Copa da Liga pro clube. 

O gol marcado por Kevin de Bruynesacramentou não só a classificação dos citizens as semifinais, mas serviu para mostrar e refrescar nossa mente o que já sabíamos mas havíamos nos esquecidos: Manuel Pellegrini é um ótimo treinador e muito merecedor do bom momento vivido pelos ingleses.



13 abril 2016

Guarany de Sobral, o Bugre que tenta crescer

Pela primeira vez na Copa do Brasil, o Guarany de Sobral tem pela frente o Coritiba, time tradicional do país. O Bugre Sobralense tenta aproveitar o retrospecto de zebras da competição e avançar para a próxima fase. Com o apoio da torcida e com o Coritiba repleto de reservas, o técnico Júnior Cearense aposta em um bom resultado no primeiro jogo para administrar no Couto Pereira e avançar de fase.

O Junco deverá está lotado para o duelo contra o Coxa.



O Guarany, apesar das dificuldades e das más administrações, o clube sempre figura entre os postulantes ao título estadual. Nos últimos quatro anos, o Cacique do Vale chegou a três semifinais e foi vice campeão em uma oportunidade. Esse ano, enfrenta o Fortaleza por uma vaga na final.
A vaga inédita na Copa do Brasil veio com o título da Taça Fares Lopes do ano passado após bater o Guarani de Juazeiro na final.
Engana-se quem pensa que o clube se restringe ao âmbito estadual, pois o Guarany é o único clube cearense a conquistar um título nacional, foi em 2010 com a Série D do Brasileiro. 


Elenco campeão da Série D em 2010

Apesar de investimentos modestos, o clube tem uma torcida presente e sempre incomoda os grandes da capital, Ceará e Fortaleza. Se o Coritiba acha que encontrará vida fácil está redondamente enganado.

River Plate nunca venceu o São Paulo no Morumbi


São Paulo e River Plate fazem hoje um dos duelos mais importantes da Libertadores 2016. Enquanto os argentinos, atuais campeões, podem até empatar para praticamente se classificarem, o tricolor paulista precisa e muito da vitória, se ainda quiser passar de fase na competição, pra isso deverá contar com um Morumbi lotado, cerca de 60 mil ingressos foram vendidos antecipadamente. 

O retrospecto do confronto é favorável ao São Paulo jogando no Morumbi. Ao longo da história são três confrontos envolvendo os dois clubes: um empate em 0 a 0 no primeiro jogo da final da Supercopa em 1997 (no jogo da volta os argentinos venceram e se sagraram campeões). Os outros dois encontros foram de vitória para os brasileiros: na Sulamericana de 2003 e 2005, ambos por 2-0) esse primeiro sendo aquele histórico jogo da briga do Luís Fabiano.  Em 2005 o destaque ficou pela briga generalizada entre hinchas argentinos e a polícia. A única vitória do clube argentino no estádio foi contra o Corinthians (1-2), na Libertadores de 2003. Naquela ocasião, D'Alessandro foi um dos destaques, pouco antes de se transferir para o Wolfsburg da Alemanha.

O meio campista argentino falou sobre a força exercida pelo tricolor jogando em casa: "Eles são fortes como mandantes e hoje serão obrigados a vencer. Sabemos que o estádio estará lotado apoiando eles, mas estou confiante de que vamos nos classificar", disse ele.

Pelo lado do São Paulo, Jonathan Calleri,é a grande aposta no ataque da equipe de Bauza, o argentino, autor de quatro gols diante do Trujillanos disse o que precisava para sair vencedor ao final da partida: "Temos que jogar cada bola como se fosse a última e vencer, mesmo que seja por meio a zero", concluiu o ex-atacante do Boca Juniors

Prováveis escalações:

São Paulo: Denis; Bruno, Maicon, Rodrigo Caio e Mena; Hudson e João Schmidt; Michel Bastos, Ganso e Kelvin; Jonathan Calleri. Téncino: Edgardo Bauza.

River Plate: Barovero; Mercado, Mammana (Casco) ,Balanta e Vangioni; Mayada, Domingo,  Fernandez e D'Alessandro; Mora e Alario. Técnico: Marcelo Gallardo.

Estádio: Morumbi.

Árbitro: Andrew Cunha (Uruguai).

Horário: 21h45.

TV: Fox Sports e SporTV


06 abril 2016

Wolfsburg x Real Madrid, o Davi contra Golias


Draxler e Cristiano Ronaldo são a esperança de gols de ambas as equipes


A surpresa das quartas de final da Champions é o Wolfsburg que pela primeira vez na história está disputando essa fase da liga, e de cara já enfrenta o maior campeão da competição, o Real Madrid. O lado bom para os lobos alemães é que o retrospecto dos Merengues perante os times da Alemanha em competições europeias é de apenas 47%, entretanto, mesmo diante desse "fantasma" o time de Madrid é super favorito em todas as casas de apostas, e por falar em aposta, o time Bávaro tem a sua no camisa 10, Julian Draxler, abaixo vemos o resumo do camisa 10 no Wolfsburg pelo Campeonato Alemão e pela Champions.

Julian Draxler é o grande destaque do Wolfsburg e já chama atenção de outros clubes



Já o Madrid deposita suas fichas no trio BBC, Bale, Benzema e Cristiano Ronaldo, o português que decidiu o último "El classico"  no Camp Nou, contra o Barcelona, é o maior artilheiro da história da UCL. Um dos destaques do último sábado e que vem em franca evolução é o volante Casemiro que parece ter ganho a vaga no time de Zidane, como o famoso cão de guarda. 
O Real Madrid busca seu 11º título da Liga dos Campeões, e para isso conta com os gols e recordes do Gajo, Cristiano Ronaldo. 

Abaixo vemos os números do camisa 7 na Liga.

Ronaldo busca bater recorde na artilharia da Liga.


O jogo será ás 15:45 no horário de Brasilia com mando de campo do Wolfsburg na Volkswagen Arena.

PSG x Manchester City o duelo dos novos ricos europeus

                                                                                                             Ibrahimovic e Aguero são as esperanças de gol de lado a lado

Paris Saint-Germain e Manchester City começam nesta quarta (06) a tão sonhada vaga para as semifinais da maior competição européia entre clubes. Os dois clubes têm mais em comum do que o simples fato de serem novos milionários. Ambos, praticamente, só têm a Liga dos Campeões para se preocupar. Os franceses porque já conquistaram o campeonato nacional. Os ingleses porque já estão fora da briga na Premier League.

Por isso, o duelo tem potencial para mostrar muito equilíbrio e dedicação, com a intensidade típica dos jogos europeus. O jogo de ida será no Parque dos Príncipes, onde o PSG costuma se impor, com a qualidade de Ibrahimovic, a raça de Cavani e a técnica de Dí Maria. Mesmo assim, o Manchester City tem o retorno do bom meio campista De Bruyne, ausente durante algumas rodadas do campeonato inglês, a grande capacidade técnica de David Silva e o faro de gol de Kun Aguero como armas para superar os donos da casa e tentar levar alguma vantagem para decidir na Inglaterra.

Volta às semi finais e vaga inédita

Depois de ser eliminado nas quartas de final nas últimas três campanhas, o PSG sonha em voltar às semifinais depois de 21 anos. A última vez foi na temporada 1994/95, quando o clube francês foi eliminado pelo Milan, que depois perderia a decisão para o Ajax.

Já os ingleses nunca conseguiram tal façanha, suas melhores campanhas sempre foram até às quarta de final da competição, por isso essa atual formação do técnico Manuel Pellegrini, busca fazer história.

Provavéis escalações:

PSG : Trapp; Marquinhos, Thiago Silva, David Luiz e Maxwell; Rabiot, Motta e Matuidi; Dí Maria, Ibrahimovic e Cavani. Téc: Laurent Blanc.

Manchester City : Hart(Caballero); Sagna, Otamendi, Mangala e Clichy; Fernando, Fernandinho, De Bruyne, Silva e Navas; Aguero. Téc: Manuel Pellegrini.







05 abril 2016

Barcelona x Atlético de Madrid: Freguês ou Carrasco?

Barcelona e Atlético de Madrid se enfrentam daqui a pouco no Camp Nou para começar a decidir que passa para as semi finais da liga dos campeões. Porém, o duelo entre espanhóis traz outras particularidades que tornam o confronto ainda mais decisivo.
Começando por Messi, que mais uma vez terá a chance de marca seu gol de número 500 na carreira. E logo contra uma das sua principais vítimas. O craque argentino já balançou as redes colchoneras 25 vezes, mesmo número que marcou contra o Sevilla, a sua outra vítima mais perseguida. 
Infografia GloboEsporte.com: Claudio Assis, Maurício Ribeiro e Silvia Plastino

A equipe de Luis Enrique, ainda tem ao seu favor o retrospecto recente do confronto. O Barcelona venceu as últimas seis partidas que enfrentou o Atlético. Mas, o time de Simeone também possui uma marca importante. Na última e única vez que as equipes se enfrentaram na liga do campeões, o time que já era comandado pelo argentino, eliminou Messi e companhia, exatamente nas quartas de final da competição. 

Simeone, comandante do Atlético, arma defesa para segurar o Barça - e evitar o gol 500 de Messi (Foto: Infoesporte)





Infografia GloboEsporte.com: Claudio Assis, Maurício Ribeiro e Silvia Plastino

NÚMEROS DAS DUAS EQUIPE:

Barcelona: 
- 2° melhor ataque do Campeonato Espanhol (atrás do Real Madrid). 
- 3° melhor ataque da Champions (atrás de Bayern e Real). 
Atlético de Madrid: 
- Melhor defesa do Espanhol. 
- Melhor defesa da Champions (ao lado de Real e PSG).

PROVÁVEIS ESCALAÇÕES:


Barcelona: Ter Stegen, Daniel Alves, Piqué, Mascherano e Jordi Alba; Busquets, Rakitic e Iniesta; Messi, Suárez e Neymar. Técnico: Luis Enrique.
Atlético de Madrid: Oblak, Juanfran, Lucas Hernández, Godín e Filipe Luís; Augusto Fernández, Gabi, Koke e Saúl Ñiguez; Griezmann e Fernando Torres. Técnico: Diego Simeone.
Árbitro: Felix Brych (Alemanha)

Assistentes: Mark Borsch (Alemanha) e Stefan Lupp (Alemanha)


Bayern x Benfica, o duelo de artilheiros

Bayern de Munique e Benfica fazem um dos duelos das quartas de final da Liga dos Campeões. As equipes chegam com perspectivas diferentes para o confronto. Os bávaros tem obrigação de avançar as semi finais, já o Benfica faz uma campanha digna dos parabéns, pois a diferença de dinheiro aos demais é exorbitante. 
As duas equipes chegam nesta fase em diferentes condições. Os comandados de Guardiola passaram com facilidade da fase de grupos, mas tiveram uma enorme dificuldade para avançar diante da Juventus. Após um empate heroico no tempo normal, os bávaros fizeram 4x2 na prorrogação. No lado lusitano, a campanha da primeira fase foi cheia de percalços, mas a equipe avançou em segundo lugar, atrás do Atlético de Madrid. Nas oitavas de final, os encarnados suaram, mas não tiveram tantas dificuldades para passar do Zenit, da Rússia. 

O duelo entre os artilheiro promete ser quente (Imagem: Infoesporte)


Jonas e Lewandowski são a esperança de gols das equipes e prometem travar um embate interessante dentro das quatro linhas. O atacante brasileiro tem 32 gols em 39 jogos nesta temporada, mas apenas dois deles na Liga dos Campeões, enquanto o polonês tem 36 gols em 40 jogos sendo oito deles na competição européia. Jonas é o líder da Chuteira de Ouro (só contempla os gols nas Ligas Nacionais e com pesos diferentes) e Lewa tem uma média de um gol por partida na UCL.


Gols de Jonas e Lewandowski na temporada 15/2016. (Imagem: GloboEsporte)

Guardiola segue em busca do título da Champions antes de deixar o Bayern de Munique - o espanhol já está acertado com o Manchester City para a próxima temporada. Rui Vitória, muito criticado no início da temporada, não esconde a felicidade pelo atual momento na temporada. Na visão do treinador, encarar o Bayern, em Munique, é tão importante quanto enfrentar qualquer outro adversário.

Dados Históricos

- Bayern tem 5 títulos da Champions League e o Benfica tem 2. 

- Bayern e Benfica já se enfrentaram 6 vezes, e os encarnados ainda não venceram: 4 derrotas e 2 empates.

As duas equipes voltam a encontrar-se mais de 20 anos depois. O último jogo aconteceu em dezembro de 1995, no antigo Estádio da Luz, com vitória dos bávaros por 3x1.

As duas equipes já se confrontaram nas quartas de final da competição em 1975/76: 0x0 em Lisboa, 5x1 em Munique.

O Benfica marcou nos 8 jogos realizados nesta edição da Champions.

Os bávaros marcaram em todos os jogos disputados em casa esta temporada e venceu 18 dos 19 jogos realizado esta temporada. 

O Bayern venceu os 10 últimos jogos em casa na Champions, com uma média de 4 gols por jogo.

- Em 14 jogos dentro de casa nas quartas de final da Champions, o Bayern só perdeu um (2x0 frente ao Milan, em 2006/07).


PROVÁVEIS ESCALAÇÕES
BAYERN DE MUNIQUE: Neuer; Lahm, Kimmich, Alaba e Bernat; Xabi Alonso, Vidal, Coman e Douglas Costa (Ribéry); Thomas Müller e Lewandowski. 
BENFICA: Ederson; André Almeida, Lindelof, Jardel e Eliseu; Fejsa, Renato Sanches, Gaitán e Pizzi; Jonas e Mitroglou. 
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