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26 abril 2016

O esquadrão mais que Real

Se o Real Madrid tem dez Liga dos Campeões tem que agradecer e MUITO ao esquadrão que jogou no clube na década de 50. Comandados pelo lendário Dí Stéfano, o Real Madrid comandou o mundo do futebol durante cinco temporadas com um time avassalador e envolvente.

Di Stéfano com as cinco taças da Liga dos Campeões. 


Após um sucesso estrondoso dos italianos do Torino na década de 40, o Real Madrid resolveu investir pesado em busca do domínio espanhol e europeu.
O presidente Santiago Bernabeu Yeste assumiu o cargo em 1945 com a missão de colocar o clube no caminho das taças que não vinha desde 1933. Antes de tudo, ele tratou de organizar uma ampla reforma no estádio do clube, então chamado de Estádio Chamartín (o estádio passaria a se chamar Santiago Bernabéu apenas em 1955).
Com a casa arrumada, o presidente resolveu apostar em jogadores que se destacavam em outros países e um deles foi o argentino Di Stéfano que fazia misérias no Millonários da Colômbia. Pelo clube marcou 267 gols em 294 jogos que o credenciou a vestir a camisa merengue. Além dele chegaram Puskas, Héctor Rial, Raymond Kopa, Ferenc Puskás, José Santamaría e outros.
Com um time encorpado e cheio de talentos, os frutos começaram a aparecer em 1954 quando o Real Madrid voltou a ser campeão espanhol após um hiato de 21 anos. 
Após voltar a conquistar um título, o clube merengue enfileirou mais três nacionais (56-1957; 57-1958; 60-1961).


Supremacia na Europa

Quando a constelação madridista chegou ainda não existia a Liga dos Campeões e nenhuma competição europeia de clubes. O presidente do Real Madrid foi um dos percursores da Champions que se chamava Copa dos Campeões da Europa.

  A primeira edição do torneio reuniria 16 times, entre eles o Real Madrid, então campeão espanhol. A final seria na França, berço da competição, no estádio Parc des Princes, em Paris. A base de disputa seria simples, com partidas eliminatórias de ida e volta e a final sendo decidida em uma só partida. Esse formato seguiu por décadas, até dar lugar às fases de grupos atuais.

Na edição inicial, o Real Madrid não queria fazer feio e quis buscar o título a qualquer custo. Após eliminar o Servette, da Suíça sem muitas dificuldades, o clube passou por maus bocados na fase seguinte. Após vencer o jogo de ida, em Madrid, por 4x0 em cima do Partizan, da Sérvia, os sérvios quase impuseram uma histórica derrota aos espanhóis após vencerem por 3x0. Na semi-final, um embate que até hoje é lembrado como um dos maiores jogos de todos os tempos: Real Madrid x Milan. A expectativa era grande, pois os italianos tinham o trio sueco Liedholm, Nordahl e Gren, além do carrasco do Brasil em 1950, o uruguaio Schiaffino, e o pai de Paolo Maldini, Cesare Maldini. O primeiro jogo, em Madrid, foi alucinante, com vitória do Real por 4 a 2. Na volta, em Milão, outro jogaço e vitória do Milan por 2 a 1. O gol marcado fora por Iglesias colocou o Real na primeira final da Liga dos Campeões da UEFA.

A final no Parc des Princes, na França, foi uma das maiores da história da competição. O forte time Reims abriu 2x0 com 10 minutos  de jogo, Leblond e Templin marcaram. Ainda no primeiro tempo o Real empatou com Di Stéfano e Rial. Na segunda etapa, o Reims fez 3x2 com Hidalgo, mas Marquitos e Rial fizeram a festa madrilenha com a conquista do primeiro título europeu. 
Após conquistar a primeira edição, o Real emendou mais quatro títulos da Liga com jogos memoráveis. No bicampeonato, o clube bateu a Fiorentina de Julinho Botelho na final. No terceiro título, o Real reencontrou o Milan na final que queria vingar sua derrota de dois anos antes, mas após um alucinante jogo no tempo real que terminou empatado por 2x2, o Real Madrid venceu por 1x0 na prorrogação e continuou como soberano no continente. 

Na temporada 1958/1959, o Real Madrid ganhou o reforço do lendário atacante húngaro Ferenc Puskás, que deixou o time madrilenho ainda mais forte e quase imbatível. O Real reencontrou o Stade Reims na decisão da Liga dos Campeões de 1958/1959, na cidade de Stuttgart (ALE). Os franceses tinham a chance de se vingar da derrota em 1956. Já o Real queria confirmar a hegemonia e manter o gosto único de ser campeão europeu, gosto não compartilhado por nenhum clube até então. Com uma partidaça de Stéfano, o Real venceu por 2x0 e se sagrou tetra da Europa.

Quando todos achavam que o Real Madrid havia perdido a fórmula do sucesso e que outros clubes tinham carta na manga para vencê-los, inclusive o Barcelona, os merengues foram em busca do quinto título e esbarraram com o maior rival na semi-final. Quando se esperavam que Evaristo de Macedo e companhia eliminassem o único campeão europeu, o Real Madrid bailou em campo e aplicou duas vitórias por 3x1 com show de Puskas para avançar a final.
Na decisão, o adversário eram os alemães do Eintracht Frankfurt, em Glasgow, Escócia. O momento de epopeia e de grande magia aconteceu naquela final. O único campeão europeu  até então e com um esquadrão de gala daria seu último suspiro de mágica naquela final. Ferenc Púskas e Di Stéfano bailaram em campo e mostraram ao mundo do futebol como se joga ao ritmo de música. Uma goleada histórica por 7x3 (maior vitória em final) com um poker (4 gols) de Puskas e um hat-trick de Di Stéfano marcaram o penta do Real e o fim de um esquadrão mais que Real. 

Nunca uma equipe conseguiu chegar perto do feito daquele time. Ajax e Bayern München, na década de 70, emendaram 3 conquistas seguidas cada um, mas perderam força para tentar um tetra e um penta.

Conquistas: Primeiro Campeão Mundial Interclubes em 1960, Primeiro e único Pentacampeão consecutivo da Liga dos Campeões da UEFA (1955-1956, 1956-1957, 1957-1958, 1958-1959 e 1959-1960) e Tetracampeão do Campeonato Espanhol (1954-1955, 1956-1957, 1957-1958 e 1960-1961).


Lances geniais daquele esquadrão.


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