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19 abril 2016

Precisamos falar de Fernando Diniz



Quando o árbitro José Cláudio Rocha Filho assinalou o término da partida no Estádio José Liberatti, Osasco, um gigante sucumbiu: o “todo poderoso” São Paulo acabara de ser eliminado diante do modesto Grêmio Audax, nas quartas de final do Campeonato Paulista 2016. Antes disso, o tricolor da capital já havia sido desbancado pelo Audax na fase classificatória - estiveram no mesmo grupo (C), que acabou liderado pelo time comandado pelo técnico Fernando Diniz. Na mesma proporção que o gigante São Paulo caía, outro gigante surgia. Ou melhor, apresentava-se para quem não o conhecia: Fernando Diniz. O mineiro de 42 anos, natural de Patos de Minas, foi um meio-campo com passagens por diversos clubes do futebol brasileiro: Palmeiras, Corinthians, Flamengo, Cruzeiro foram algumas agremiações que Diniz trabalhou como jogador. Até encerrar a carreira em 2008, no Gama-DF. 



O início como treinador 

Como técnico, sua carreira teve início no Votoraty. Passou por Paulista, Botafogo-SP e Atlético Sorocaba, conquistando títulos ou acessos em divisões menores no futebol paulista. Em 2013, sua passagem na equipe de Osasco (recém-fundada) teve início e, com a sua chegada, uma nova filosofia fora colocada na mesa. O treinador – que também é formado em psicologia -, é adepto do "tiki-taka", muita movimentação, passes curtos, troca de posições, manutenção e valorização da posse de bola, goleiro que participa do jogo – sim, também contribuindo com a bola no pé – e, pasmem: times comandados pelo jovem treinador dificilmente utilizam o famoso “chutão” para aliviar a pressão do adversário. 

Paraná: saída do Z4, sonho de acesso e decepção

 Em 2015, Diniz acertou com o Paraná Clube – clube que costuma “apostar” em técnicos emergentes, como é o caso de Caio Júnior, Marcelo Oliveira, Ricardinho e Dado Cavalcanti. Entretanto, a diretoria não foi parceira. Sob o seu comando, o Paraná deixou a proximidade do Z4 (estava com o mesmo número de pontos do 17º), abriu 10 pontos em relação à zona da degola e chegou até a sonhar com acesso, entretanto, o sonho foi interrompido com a surpresa da demissão, após uma derrota diante do Atlético-GO, na Vila Capanema, com apenas dois meses de trabalho - Diniz chamou de “traição”. Ele retornou ao Audax para o Paulistão. E para fazer história! Na semi-fina do Paulistão, o “Garoto Audacioso” garantiu classificação às semifinais do Campeonato Paulista. Passeou diante do São Paulo. Venceu. Convenceu. Não mudou o estilo de jogo e nem se importou com o tamanho gigantesco do adversário, dono de uma folha milionária. Independente do que aconteça a partir de agora, o Paulistão já tem um vencedor: Fernando Diniz mostrou o valor do seu trabalho e merece ser observado.

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