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05 maio 2016

Eduardo Coudet é o Jürgen Klopp do futebol argentino

Klopp e Coudet, garra e inteligência à serviço do bom futebol


Em um futebol onde cada vez mais os negócios tomam contam das manchetes de jornais, é um atrativo contar com personagens como Eduardo Coudet e Jurgen Klopp. Algumas coincidências relacionam os dois técnicos. “El Chacho” revolucionou o Rosario Central e passou para a equipe toda à sua "loucura" e inteligência tática, que lhe acompanha desde os tempos de jogador. Klopp fez o mesmo enquanto estava no Borussia Dortmound e agora repete a dose no Liverpool. Seus times são vibrantes, guerreiros, pressionam o tempo inteiro, mas também com muita técnica e são amantes do bom futebol. Fora de campo são dois treinadores excêntricos, desde suas relações com a arbitragem, até suas formas de comemorar.

Um ponto em comum não tem relação direta com eles, mas sim com suas torcidas. O amor e entrega dos hinchas canallas e dos aficionados dos reds, caracterizam e diferenciam as duas torcidas. 

Ninguém sabia o que ele esperar de Coudet quando ele resolveu virar treinador. Sua imagem logo foi associada com aquele personagem de cabelos descoloridos, que em seus tempos de jogador, atuava e muito bem como meio campista no próprio Rosario e River Plate. Porém o que não se esperava é que esse pacote original também continha um observador atento do jogo, capaz de trazer uma identidade para sua equipe em pouco mais de um ano de trabalho. 

Se o maior orgulho que um líder pode ter é ver o que seu trabalho representa, “El Chacho” pode estar satisfeito em saber que seu time tem um estilo e uma marca absolutamente reconhecível. Quem acompanha o futebol argentino sabe como joga o Central e esse mérito é todo do técnico. Sua relação com os jogadores é impressionante, ao ponto de por muitas vezes mesclar a equipe sem sequer ser questionado por isso. Seu carisma é enorme. Sua linguagem corporal no banco é um show em si e todos estão envolvidos em seu projeto. Agora ele vai em busca da tão sonhada conquista pela América, o título da Libertadores é o sonho de consumo dele e de seus "garotos".

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