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25 maio 2016

Os clubes brasileiros não conhecem o mercado sulamericano


"Flamengo demonstra interesse em Donatti (Rosario Central) e Arturo Mina (Independiente del Valle)"

"Palmeiras próximo de acertar com Montoya (Rosario Central)"

"Internacional tenta a contratação de Nico Lopez (Nacional-URU)"

Essas e tantas outras especulações são destaque nos veículos esportivos brasileiros nos últimos dias, todos são bons jogadores e devem fortalecer muito esses clubes. Ambos tem em comum o fato de terem sido destaque na atual libertadores. Donatti até chegou a ser sondado pelo Flamengo no inicio do ano, mas foi preterido por Muricy, segundo o técnico rubro negro o zagueiro argentino é um "rebatedor nato", pois é, o rebatedor terminou a libertadores com 4 gols marcados, mesmo número de gols que o atacante Lucas Pratto. 

Casos como esse de Donatti não são fatos isolados no nosso futebol, assim como ele Luis Suarez também já foi deixado de lado pelo Flamengo, em 2006 o atacante uruguaio foi "barrado" na gávea, acabou indo pro Ajax, e o resto da história vocês já sabem. Pois bem, quem me conhece sabe que sou um profundo admirador do futebol sulamericano, em geral gosto do estilo de jogo e das hinchadas, não é de hoje que essa simbiose me encanta e me faz procurar cada dia mais informações e conhecimento sobre nossos vizinhos. Por isso posso afirmar sem nenhum constrangimento: os clubes brasileiros não dão o devido merecimento aos nossos hermanos, às vezes parecem até agir com certo desdém sobre o assunto. 

Já com no futebol argentino o caso é diferente, vire e mexe eles "descobrem" alguma joia em suas fronteiras. James Rodríguez, antes de ser destaque na Copa do Mundo de 2014, brilhou no Porto, porém foi preciso que o atual camisa 10 do Real Madrid fosse um dos destaques do Banfield, no título argentino de 2009, os argentinos foram buscar o colombiano no Envigado da Colombia. Falcão García é outro exemplo, o River Plate foi buscá-lo no Millionarios da Colombia, destaque no clube argentino "El Tigre" logo foi vendido para o Porto. A lista com casos como esses é enorme, não caberia apenas em um texto. Os clubes brasileiros precisam enxergar o mercado sulamericano antes da Libertadores, precisam entender que o futebol vai além das porteiras tupiniquins.

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