Blogroll

               

26 junho 2016

O significado do título da Copa América para Argentina e Chile



Para quem significa mais ser campeão da histórica Copa América ? A competição chegou a sua centésima edição neste ano e tem um significado especial para quem levar o título. 
Argentina e Chile repetem neste domingo em Nova York a final da Copa América do ano passado, disputada no Chile. Naquela ocasião, empataram sem gols no tempo normal e na prorrogação, e os anfitriões se sagraram campeões nos pênaltis (4 x 1).
Os argentinos irão a campo tentando quebrar um tabu de 23 anos sem grandes títulos e os chilenos querem se consolidar como uma grande força do continente. 
Apesar do pouco tempo desde a última decisão, as duas seleções passaram por mudanças importantes. Desde o fim do ciclo de técnico e jogadores, passando por novas caras de ambos os lados até o novo momento vivido por alguns jogadores.
No Chile, a grande mudança foi no comando técnico. Jorge Sampaoli deixou o cargo dos atuais campeões da América e acertou com o Sevilla. Em seuposto, assumiu Juan Antonio Pizzi, que continuou com  a característica do domínio da posse de bola, mas verticalizou mais o jogo chileno e busca o ataque incessantemente.
Na Argentina, Tata Martino superou a fase turbulenta e deu seu padrão de jogo a equipe, além disso conta com grande fase de Messi e Híguain, entretanto, abdicou de Tevez com a camisa argentina. 

Guerra das Malvinas

Além do título, os argentinos querem se vingar da derrota ano passado, entretanto muitos levam outros aspectos para esse jogo. 
O olhar portenho em relação ao Chile é carregado de ódio há 34 anos, desde a aliança Pinochet/Thatcher para matar os argentinos na Guerra das Malvinas.
Os 'hermanos' chamam os chilenos de traidores e em resposta, na Copa América do ano passado, os chilenos vaiaram o hino argentino e agrediram a família de Messi. 



Gerações de Ouro

O título para os argentinos significa muito mais que uma quebra de tabu, mas vale para coroar uma geração genial de atletas. Nas categorias de base, os 'hermanos' conquistaram tudo que podiam e deviam.  Três taças do Mundial sub-20 e mais uma do Sul-Americano sub-17, além de um bicampeonato das Olimpíadas. 
Nos Jogos Olímpicos de Pequim , no time comandado, por Sergio Batista, figuravam ainda Messi, Aguero, Mascherano, Lavezzi, Banega e o goleiro Sergio Romero.
No Chile, muitos consideram a atual geração como a mais talentosa do país. Sanchez, Vargas, Vidal e Bravo comandam os chilenos e buscam mais um título de expressão para o país.

Caminho para a final

As duas seleções estiveram no mesmo grupo na Copa América. Logo na estreia, o confronto que reeditava a final do ano passado, Chile x Argentina. Os argentino venceram por 2x1 e jogaram a pressão para o lado chileno. 
Na segunda rodada, Vidal salvou o Chile de uma eliminação precoce ao fazer os dois gols da vitória sobre a Bolívia sendo um aos 48 minutos do segundo tempo em um pênalti polêmico.
Pelo lado argentino, uma goleada por 5x0 sobre o Panamá deram tranquilidade para Tata Martino. Messi fez um hat trick e carimbou a vaga na segunda fase.
Na terceira rodada, o Chile precisava vencer o Panamá para garantir a vaga nas quartas, mas como muitos erros defensivos teve dificuldades para passar por 4x2 sobre os panamenhos.
Enquanto a Argentina fez 3x0 na Bolívia sem muito esforço.
Nas quartas de final, o Chile foi enfrentar o México sob desconfiança, pois os mexicanos vinham demonstrando um futebol vistoso. Entretanto, o Chile massacrou o México por 7x0 e decretou a maior derrota mexicana em uma partida oficial. Com o massacre, os chilenos se classificaram para enfrentar a Colômbia. 
A Argentina tinha pela frente a surpreendente Venezuela, que havia deixado o Uruguai para trás. Em um jogo aberto e cheio de oportunidades, prevaleceu a qualidade dos argentinos e uma 4x1 deu a vaga na semi-final.
Nas semi final, o Chile teria um confronto equilibrado com a Colômbia, mas em apenas 10 minutos liquidaram a partida e avançaram com um convincente 2x0.
Os argentinos carimbaram a vaga ao vencer os donos da casa por 4x0. Sem muita força, aplicaram um baile em solo americano e foram aplaudidos pelos adversários. 
Messi voltou a exibir um grande futebol e converteu uma falta com especial maestria. Com esse gol, superou Batistuta e virou o maior artilheiro da seleção argentina com 55 gols. 




Comente com o Facebook:

Nenhum comentário:

Postar um comentário

c