Blogroll

               

24 junho 2016

Os impactos no futebol inglês com a saída do Reino Unido da União Europeia

Em decisão histórica, o Reino Unido optou por deixar a União Europeia (UE) em referendo realizado na quinta-feira. Com 52% dos votos, os britânicos votaram pelo 'brexit' (trocadilho com a palavra “Exit”, que significa saída), a saída do bloco, contra 48% para a permanência na UE.
Desde a sua entrada, em 1973, o Reino Unido passou por várias polêmicas com o bloco econômico até chegar à separação.

As negociações de saída ainda não têm previsão de início, mas deverão ser complexas, pois envolvem a rescisão de tratados internacionais, como o de Lisboa, e, sobretudo de legislação interna britânica. Para começar, o Parlamento britânico precisa derrubar os atos que dão prioridade à lei europeia sobre a britânica.
O negócio é tão complexo que uma separação completa pode durar anos. Para se ter uma ideia da complexidade, há pelo menos 80 mil páginas de acordos entre o Reino Unido e a União Europeia.
 


Todos os mercados serão afetados, inclusive o do futebol, pois o valor da Libra (moeda local) caiu sendo o menor valor desde 1985. A negociação dos direitos televisivos, marketing, atletas e tantos outros trâmites financeiros serão diretamente afetados.
A queda de mercado por conta da saída do bloco deve-se a incerteza que os investidores devem ter com os novos modelos de negócios que serão adotados no Reino.
Uma das mudanças que podem ser adotadas no futebol é a liberação de visto para estrangeiro. Antes da saída da UE, jogadores com o passaporte europeu tinha o livre direito de atuar na Premier League e qualquer liga inglesa. O que pode acontecer é que isso pode continuar ocorrendo, mas é muito difícil por ser um processo xenofóbico e anti-imigração. Mais de 300 atletas não satisfazem os critérios para visto de trabalho no Reino Unido. Outra mudança na negociação de atletas, seria que os clubes ingleses não poderiam contratar jovens jogadores entre 16 e 18 anos, porque as regras da FIFA impedem que menores de idade sejam contratados por clubes de outros países, mas a legislação da União Europeia libera a circulação de pessoas dessa faixa etária. Além dessas observações, com a queda da libra referente ao euro, os clubes ingleses que quiserem contratar terão que pagar mais caro. Por exemplo, a última cotação, o Borussia Dortmund pedia 40 milhões de euros pelo Mkhitaryan ao Manchester United que dava cerca de 31 milhões de libras. Com a queda da moeda, esses mesmos 31 milhões só pagariam 37,5 milhões de euros.

A escolha pelo“Brexit” também deixa jogadores da própria Premier League mais baratos para eventuais saídas, em transferências para outros países.



Enfim, a saída do Reino Unido foi vencida em plebiscito e passará pelos tramites burocráticos para ser vigorada. O que virá pela frente para o futebol inglês ainda é uma incógnita, mas já deixa todo mundo atento.  
Valor de mercado dos clubes ingleses caíram. (One Football)

Comente com o Facebook:

Nenhum comentário:

Postar um comentário

c