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06 julho 2016

As semifinais da Libertadores

Após uma longa parada na Libertadores, as semifinais serão disputadas para decidir quem vai lutar para conquistar a América. 



Atlético Nacional, Independente Del Valle, Boca Juniors e São Paulo traçaram caminhos opostos, mas com inúmeros percalços durante o certame. O Tricolor quase caiu na primeira fase, o Boca também e o Del Valle foi passando aos trancos e barrancos. Os colombianos fazem a melhor campanha da Libertadores, mas no mata-mata passaram sufoco para chegar chegar nesta fase.

Diferente na Liga dos Campeões, a Libertadores se notabiliza pelo equilíbrio e por vários clubes chegarem as fases finais, dessa forma só depois de quatro anos que um semifinalista é repetido, o Boca Juniors chegou a semi-final em 2012.

Atlético Nacional

A equipe colombiana entrou na Libertadores disposta a fazer história, pois tem um elenco qualificado que já surpreendia no Campeonato Colombiano. Na competição continental, faz a melhor campanha sendo sete vitórias, dois empates e uma derrota para o Rosário Central, nas Quartas de Final. Tirando a pré-libertadores, o Nacional tem o melhor ataque, com dezenove gols marcados, e a melhor defesa, com apenas quatro gols sofridos. 
Um dos grandes destaques do time colombiano é o jovem atacante Marlos Moreno, que fez três gols na competição. O atacante Victor Ibarbo é outro destaque, sem falar na sólida defesa. Uma grande perda foi o atacante Copete, que acertou com o Santos. Outra saída de peso foi do atacante Ibarbo, que acertou com o Watford. Berrio está suspenso pela expulsão contra o Rosario.
O time abusa dos passes verticais, sempre procurando superar as linhas adversárias e explorar a velocidade dos seus homens de frente. Com paciência e muita velocidade, o Atlético eliminou o forte Rosário Central em dos jogos mais épicos das últimas Libertadores. 
Em 17 participações na competição, a equipe verdolaga chegou em três finais, sendo vice em duas e campeão em 1989. 




Boca Juniors

Um dos mais tradicionais times do mundo, o Boca Juniors tem tradição, camisa e força de sobra para ser o favorito ao título da Libertadores, entretanto, um futebol previsível e oscilante marcaram a campanha, até aqui, na competição. 
Com Tévez no comando da equipe, os xeneize tentam retomar o comando da América e conquistar o sétimo título do certame para o Boca. 
Mesmo sem perder na primeira fase, os argentinos não agradaram a torcida. Um futebol pragmático foi a tônica do primeiro semestre de 2016, mas a tradição levou o clube até essa fase. No Campeonato Argentino, apenas a décima colocação entre quinze clubes e uma pressão tremenda da torcida pelo título mais importante das Américas
Caso seja campeão, o Boca se igualará ao Independiente com sete títulos, como maior campeão da competição. 
O Boca aposta na experiência de Schelotto em Libertadores e no faro de gol de Carlitos Tévez.



Independiente Del Valle 

O time equatoriano é a grande surpresa da competição. Em sua terceira participação em Libertadores, o clube chega a semi-final tentando surpreender o tradicional Boca Juniors. Na fase de grupos, o Independiente ficou em segundo no seu grupo (o primeiro foi o Atlético-MG), e nas fases seguintes, teve que lutar contra o favoritismo dos seus adversários (River Plate nas oitavas, Pumas do México nas quartas). Dentro de casa, o Del Valle vem mostrando a sua força, com cinco vitórias e apenas uma derrota, na estreia da fase de grupos para o Atlético-MG. O grande destaque do time é o meia Junior Sornoza, que além de ser o cérebro do elenco dentro de campo, é o artilheiro do clube na competição com seis gols. O Independiente fez 14 gols e sofreu dez.



São Paulo

Aos trancos e barrancos, o São Paulo chegou a semi-final da Libertadores. Dos quatro semifinalistas, o São Paulo fez a pior campanha na fase de grupos, mas chegou até essa fase contando com o apoio da torcida e a experiência de Bauza na competição.
No Morumbi, o São Paulo venceu os quatro jogos que disputou e com mais de 60 mil tricolores diante do Atlético Nacional, o Soberano tentará abrir uma boa vantagem no primeiro jogo.  As lesões recentes de Kelvin e principalmente Paulo Henrique Ganso fazem com que o São Paulo entre em desvantagem no confronto contra os colombianos.
O São Paulo tem o melhor ataque entre os quatro semifinalistas, com vinte gols feitos (contanto com a Pré-Libertadores), e tem o artilheiro da competição, o argentino Calleri com oito gols. Em contrapartida, tem a pior defesa entre os quatro semifinalistas (onze gols sofridos). 
O volante Artur, o atacante Pedro Bortoluzo e o zagueiro Lucas Kal se juntam ao atacante Ytalo, ex-Audax, como as quatro substituições efetuadas pelo clube entre os 30 relacionados. Da listagem anterior, saíram o atacante Rogério, emprestado ao Sport, o atacante Wilder, que não teve o empréstimo renovado, e mais os lesionados Lucas Fernandes e Breno.



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