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27 julho 2016

O Atlético Nacional campeão da Libertadores de 1989



Aproveitando o fato do Atlético Nacional está na final da Libertadores, após 21 anos, nós iniciaremos uma série sobre a história do narcotráfico no futebol colombiano, já que a segunda temporada de Narcos (série produzida pela Netflix para falar de Pablo Escobar) irá ao ar dia 02 de setembro. 



Atlético Nacional Campeão da Libertadores em 1989
Atlético Nacional campeão de 1989


No ano de 1989, o Atlético Nacional sagrou-se a primeira equipe colombiana a vencer a Taça Libertadores da América, o feito foi sobre o Olímpia do Paraguai.

Enquanto os Irmãos Orejuela se envolviam com o América de Cáli e Gacha com Millonarios (de Bogotá), Pablo Escobar assumia, pelas sombras, o comando do Atlético Nacional. Apesar dos especialistas dizerem que o narcotraficante torcia para Indiependente de Cali, para 'Pablito, o importante era o poder, e no Atlético ele poderia fazer isso. 

Os times colombianos não eram postulantes a títulos sul-americanos ou brigavam por boas classificações, mas tudo mundo com a injeção de dinheiro dos traficantes.  Com os irmãos Orejuela, no comando do América de Cali, o dinheiro investido era muito maior que qualquer clube que disputava a maior competição do continente. Com isso, o América de Cali chegou às lideranças do campeonato da Colômbia e o venceu por cinco anos consecutivos, entre 1982 e 1986. Por classificações através do torneio local, alcançou o vice da Libertadores em 1985, 1986 e 1987, até os irmãos largarem o clube. 

O primeiro título colombiano de uma competição continental foi nas mãos de Pablo Escobar, com o Atlético, na Libertadores de 1989, como citamos anteriormente. 

O Nacional, ao contrário do América, não procurou investir em grandes nomes do exterior, montando um time com os melhores jogadores locais, entre eles Leonel Álvares, Rene Higuita e Andrés EscobarChegou a receber a alcunha deLos Puros Criollos, pela política de promover jogadores locais. Além dos ótimos jogadores, a conquista é recheada de acusações de ameaças contra  os árbitros.
No final dos anos 1980, a federação permitiu que os clubes fossem patrocinados por empresas privadas e limitou o número de estrangeiros em quatro por time. Dessa forma, Pablo Escobar injetou uma quantidade exorbitante de dinheiro no clube; em contrapartida, tinha direito a renda das partidas da equipe. Com essa decisão, a lavagem de dinheiro para os narcotraficantes tinham ficado ainda mais fácil.  
A polêmica Libertadores de 89



Os representante brasileiros na competição foram Bahia e Internacional, campeão e vice do nacional de 88, respectivamente. O Tricolor parou nas quartas de final ao ser eliminado pelo Inter e o Colorado saiu na semi-final, quando sucumbiu ao Olímpia. 

Os dirigentes não pensavam na Libertadores, em 1988, e sim no título nacional, que não veio, pois o Millonarios, de Gacha, ficaram com o caneco. Com a segunda posição, a vaga na competição continental estava garantida.

No ano seguinte, com a mesma base do vice, o Atlético Nacional e Pablo Escobar queriam dominar o continente. Após a expansão dos negócios entre a Colômbia e os Estados Unidos, Escobar queria mais poder.

Na Libertadores, o Atlético estreou com derrota para os atuais campeões colombianos, por 2x0, mas garantiram a classificação ao bater o Emelec e o Deportivo Quito.

No mata-mata, as acusações contra as ameaças aos árbitros e ao suborno para jogadores rivais se intensificaram. Nas oitavas de final, os verdolaga bateram o Racing, da Argentina, por 2x0, em casa, e perderam por 2x1, no Cilindro, o que possibilitou a classificação. 

Nas quartas de final, o Millonarios, carrasco do vice de 1988 e na primeira fase da Libertadores, era o adversário. 
Em dois jogos de muita pancadaria, o Atlético levou a melhor. Uma vitória por 1x0, dentro de casa, e um empate por 1x1, em Bogotá, classificaram o time de Medelín. 

A maior polêmica daquela Libertadores foi a semi-final. Contra o Danúbio, do Uruguai, um empate em 0x0, na ida, mostrava a igualdade das equipes, mas no jogo de volta um sonoro 6x0 a favor da equipe colombiana assustou a todos. O placar elástico levantou suspeitas de que os jogadores uruguaios estivessem comprados, mas nada foi provado (como a maioria dos crimes de Escobar). 

Na final, dois JOGAÇOS entre dois ótimos plantéis encantaram todos os espectadores. 
Na partida de ida, o Olímpia se impôs dentro do Defensores Del Chaco e venceu por 2x0. Bobadilla e Amarila marcaram os gols da vitória dos paraguaios. A imprensa especializada já dava como certo o título do Olímpia, principalmente, pelo fato de Atlético não poder mandar o jogo decisivo em casa. O estádio do Nacional na final de 1995 frente ao Grêmio e até nos jogos de atualmente, é o Atanasio Girardot. Em 1989, porém, o jogo decisivo foi disputado no El Campín, em Bogotá, pois a Conmebol não liberou a casa em Medellín.

Mesmo com o jogo em Bogotá, o estádio estava lotado e a esperança do povo colombiano, que fazia vista cega para o dinheiro dos clubes, era que, enfim, um clube do país dominaria o continente. 

O Atlético Nacional foi a campo com a seguinte escalação: Higuita, Carmona, Luis Perea, Andrés Escobar e Gómez; Alvarez, Fajardo (Arboleda), Alexis García e Arango (Perez); Usuriaga e Tréllez.

O jogo era truncado e cheio de confusões, mas em uma jogada de Usuriaga pela direita, o zagueiro Niño fez gol contra, 1x0. 

Em outra falha do zagueiro Niño, o meia Alexis García enfiou a bola para Usuriga, que encobriu o goleiro, de cabeça, para empatar o duelo. 

O herói Higuita

Nas penalidades, o nome foi Higuita. Com quatro defesas, o folclórico goleiro deu o título aos colombianos e escreveu seu nome na história do país.








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