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28 setembro 2016

As quedas de Sérgio Soares

Um treinador promissor e que mostrou seu valor em várias oportunidades, mas sucumbiu em meio as pressões do futebol e não conseguiu desenvolver seu trabalho, esse é Sérgio Soares e seus QUASE sucessos. 



Logo que se aposentou do futebol, no Santo André, o ex-meia recebeu um cargo na comissão técnica do clube. Em 2005, após ter feito parte o elenco campeão da Copa do Brasil no ano anterior, assumiu a equipe para as disputas da Libertadores e Série B. Na competição continental, o clube do ABC Paulista parou na primeira fase e viu o sonho de retornar a Série A cair por água abaixo no decorrer do ano.

Após idas e vinda no futebol paulista, em 2008, o treinador voltou para o Santo André e foi um dos responsáveis por colocar o clube na Série A. 

Após vários insucessos, Sérgio Soares só foi ter outro trabalho de destaque no clube que fez o seu primeiro trabalho. Em 2010, comandou o Santo André no vice-campeonato paulista, quando perdeu para o Santos de Neymar, Robinho, Ganso e companhia. 

Fracassos no Nordeste

Em 2013, após Sérgio Guedes ser demitido do Ceará, Soares chegou ao clube para brigar pelo acesso, mesmo com o Vovô longe do G4.

Com um trabalho de recuperação, brigou pelo acesso até a última rodada, mas problemas internos entre jogadores atrapalharam o rendimento dentro de campo e o acesso não foi conquistado por apenas um ponto. 

Sem levar culpa da torcida, Sérgio permaneceu para o ano seguinte tendo a obrigação de ganhar títulos importantes e conquistar o acesso no centenário do clube. 

No primeiro torneio, sucumbiu diante do Sport e ficou com o vice da Copa do Nordeste, tendo levado a culpa por ter mudado o esquema no jogo de ida e ter perdido por 2x0. 

No estadual, um tetracampeonato sofrido diante do Fortaleza com dois empates em 0x0 deram o único título de relevância no comando do Ceará.

Na Série B, o principal objetivo do ano, era conquistar o acesso para a Série A e o clube era um dos favoritos, principalmente pela folha salarial muito alta.

Com um primeiro turno perfeito, o Vovô era líder disparado da competição e o acesso já era dado como certo pela crítica esportiva, mas eis que "problemas internos" aparecem dentro do grupo e a equipe cai vertiginosamente de produção até o treinador ser demitido sem cumprir o objetivo. 

Em 2015, mais uma grande oportunidade de se redimir com uma equipe favorita ao acesso, o Bahia. No clube baiano repetiu o script do ano anterior: foi campeão estadual, vice do Nordestão e sucumbiu no segundo turno da Série B até ser demitido. 

Após um bom trabalho no São Bernardo e um péssimo início de temporada do Ceará, o treinador voltou ao comando do Vovô para a Série B.


Parece que o história se repetiu. Após um bom início de competição e a vaga no G4 assegurada ao fim do primeiro turno, mesmo sem atuações convincentes, o treinador não conseguiu segurar o ritmo e já amarga ONZE jogos sem vitórias ocupando a nona colocação do certame. 

Os caminhos até a queda: os erros de Sérgio Soares

Em entrevista à ESPN antes de começar a Série B, o treinador falou que o passado servia de lição para não cometer os mesmos erros, mas as coisas não estão caminhando dessa forma e o script vai se repetindo. 

Queda de rendimento do time, substituições questionáveis e relacionamento conturbado com o elenco, além da perda de confiança da torcida em seu trabalho. 

Peças importantes, como Felipe, Rafael Costa e Wescley, caíram de rendimento, e Sérgio Soares não conseguiu intervir de forma efetiva para que o time permanecesse no caminho do sucesso. Experiências malsucedidas contribuíram para a queda de desempenho da equipe.  

Mudanças de esquema, alterações sem muito nexo e a falta de compactação são alguns dos 'porquês' da queda de rendimento do Ceará nesse segundo turno. 


Se oficialmente ainda não foi demitido, a decisão parece está mais próxima do que se pensa. O Ceará não rende, não vence e mais uma vez o script de Sérgio Soares vai se repetindo. 

21 setembro 2016

Um ano vivendo pelo futebol



Quantas pessoas você conhece que não gostam de futebol? Difícil responder de cara, né?! Pois é, o esporte mais praticado no país é a grande paixão de nove em cada dez pessoas, já foi tema de inúmeros documentários, monografias, teses de doutorado, estudos científicos de todas as espécies e áreas possíveis, a física já estudou seus movimentos, a sociologia estuda a vivência entre as classes que compõem as massas que vão aos estádios, enfim o futebol não é o simples ato de ver onze caras correndo atrás de uma bola, não é "só" esperar um gol, é muito mais que isso.

E foi dessa paixão que surgiu a ideia de montar uma equipe pra falar daquilo que a gente entende de melhor (ou não), afinal de contas alguém já disse certa vez: "todo brasileiro é um pouco de treinador, jogador e dirigente". Pois é, quem gosta do esporte bretão não para de falar, pensar ou agir em torno dele. Conosco não foi diferente, somos uma equipe formada por quatro pessoas, quatro cabeças de pensamentos distintos, com gostos diferentes, cada qual com suas preferências pessoais em diversos setores, mas com o amor pelo futebol em comum. 

Surgimos com o senso de passar nossa ideia sobre o futebol, aqui não tem chefe, ninguém manda no outro, todo mundo é livre pra dar sua opinião e falar do que pensa sem ter medo de ser coagido de qualquer forma. Trabalhamos em área distintas: Administração, Informática, Educação Física e Marketing, olha só a "coincidência" o futebol envolve também esses segmentos em suas atividades diárias. Aí você pergunta: "Mas não tem nenhum jornalista"? Ainda não, mas um dos quatro é estudante da área e um dia chegará lá, assim como os outros que fazem parte da equipe e tem o pensamento de um dia cursar a faculdade de jornalismo e ter a habilitação para tal.

O importante é que mesmo quem todas as dificuldades enfrentadas durante o nosso dia-a-dia ainda permanecemos unidos, os números de nossas redes sociais crescem a cada dia, tentamos ser um diferencial, não pra ser mais que alguém, mas porque sabemos que podemos fazer diferença. O nosso jeito de ver futebol é assim e não mudará. Muito prazer, nós somos o Arena303.

Walterson, a nova joia santista a ser lapidada


Que o Santos é uma enorme fonte de talentos não é novidade, mas o clube também costuma lapidar futuros craques vindos de outros clubes. 

Com a Copa Paulista em andamento, o time praiano aproveitou para lançar um time sub-23 para não perder jogadores que não conseguiram desenvolver seu potencial ou testar atletas dessa idade que chegaram de outra agremiação. 


Um desses casos é o atacante Walterson. O jovem e franzino jogador veio do São Bernardo após um bom Campeonato Paulista. Contratado para o Santos B e promovido à equipe principal pelo técnico Dorival Júnior, o atacante de 21 anos começa a ter as primeiras oportunidades. 


Walterson tem 1,80m de altura, mas se destaca pela velocidade e facilidade nos dribles. Costuma atuar pelo lado esquerdo do ataque, com características similares às do colombiano Copete.


O atacante concedeu uma entrevista para o nosso blog:

Arena 303: Para ser jogador, muitas dificuldades tem que ser superadas. Como você iniciou sua carreira ?

Walterson: A gente que é de família humilde, sem dinheiro e com condições precárias, é tudo mais difícil. As portas são fechadas, mas não pode desistir. Depois de muitos testes, um treinador do São Bernardo/SP foi até o norte de Minas Gerais e me viu jogando. Cheguei em 2011 e joguei até o Paulista dessa temporada.

Arena 303: Você é muito querido em São Bernardo, principalmente pelos gols marcados, mas também pela identificação com a tradição do clube. O que você credita o sucesso no Tigre ?

Walterson: Sim, eu tenho uma identificação muito forte pelo fato de ter sido revelado pelo clube. Sempre quero o melhor para o São Bernardo, pois nunca me trataram mal. O clube tem uma estrutura muito boa, por isso me proporcionou um Paulistão muito bom. Colocamos o clube na Série D e creio que vai crescer ainda mais. 


Arena 303: Com o bom campeonato pelo São Bernardo, o Santos te levou para firmar um time sub-23 para disputar a Copa Paulista. Com a boa campanha e os quatro gols marcados, além da saída do Gabigol, o Dorival te promoveu para a equipe de cima. Você esperava uma ascensão tão rápida ?

Walterson: Cara, eu não esperava, mas estava preparado para casa uma oportunidade pintasse. O Dorival sempre acompanha e apoia a iniciativa de um clube ter um plantel sub-23, pois muitos jogadores se perdem na transição do juvenil para o profissional por não ter o tempo adequado. Talvez, se não tivesse essa categoria, eu não estivesse no Santos. Eu recebi proposta de vários clubes da Série B, mas optei em vir para o Santos pensando nessa oportunidade. Eu tinha na minha cabeça que se eu fizesse uma boa Copa, eu teria uma oportunidade no time de cima.

Arena 303: Você é o "herdeiro" de Geuvânio e Gabigol, por ter características parecidas. Como você se descreve e lida com essa responsabilidade ?

Walterson: São dois grandes jogadores e que a torcida admira muito. Eu tenho algumas características diferentes. Posso atuar mais centralizado que eles, mas eu respeito a história deles com a camisa do Santos. Eu quero fazer história aqui! 

Arena 303: Para encerrar e fugir um pouco do assunto Santos. O Sérgio Soares foi o seu treinador no São Bernardo. Ele tentou te levar para o Ceará ? Outro questionamento, é que nos últimos três anos, na Série B, o Sérgio faz um primeiro turno excepcional, mas perde força no segundo turno. Qual sua opinião sobre o treinador Sérgio Soares ?

Walterson: Ele é um ótimo treinador e me ajudou muito no São Bernardo. Ele é muito positivo e busca melhorar a deficiência de cada um. Estávamos muito mal na competição, mas ele chegou dizendo que poderíamos nos classificar para as quartas. Conseguimos essa classificação inédita e ele foi muito importante nessa caminhada. Não sei o que acontece nos clubes, mas o Sérgio é um grande treinador e tenho certeza que vai ser recompensado pelo trabalho que faz. Desejo todo sucesso do mundo para ele! 






09 setembro 2016

Fluminense na Eslováquia: a expansão tricolor na Europa

Após a saída da Unimed, principal patrocinadora do clube durante anos, o Fluminense passou por uma crise financeira e não fez grandes campanhas nas competições que participou. Os atuais mandatários do clube buscam uma nova forma de expandir a marca da agremiação, além de estruturar ainda mais o clube das Laranjeiras. 

Em uma ideia ousada, o Fluminense resolveu investir no inexpressivo futebol eslovaco. A diretoria do Fluminense fundou o Projeto FluEuropa, que visa a criar uma plataforma de exposição internacional da marca do clube no Velho Continente, além de negociar jogadores diretamente com outros times daquele continente. E o clube escolhido para tornar real essa expectativa é o STK Samorin, que nunca disputou a elite nacional e em 2015/16 estava na terceira divisão. 


O Tricolor vem dando oportunidade a cinco atletas de terem contato com uma nova cultura. Não só jogador, como também o técnico Celso Martins.  O volante Luiz Fernando, o meia Luquinha e o atacante Peterson, o Peu – cinco emprestados pelo Fluminense, além da promessa Matheus Pato. 

O técnico do sub-17 foi convocado pelo Fluminense para ser o auxiliar do americano americano Mike Keeney, que já está no clube desde a temporada passada. O estadunidense Mike Keeney, escolhido pelo Fluminense para comandar o Samorin por causa da experiência europeia (é instrutor da UEFA e tem a Pro Licence).

Quando fechada a compra, o clube passará a se chamar STK Fluminense Samorin. Manterá uniforme e escudo originais quando mandante. Como visitante, usará a camisa do Fluminense. O compromisso tricolor é, no ato da compra, investir € 250 mil (mais de R$ 960 mil) em estrutura.

Para efetuar a compra, o projeto passou por três etapas: a primeira foi um intercâmbio de atletas com um profissional do clube para supervisionar tudo. O escolhido foi Bruno Caetano, técnico do sub-15, que assumiu como auxiliar técnico do Samorin. Na segunda fase, o Fluminense começou a tomar decisões administrativas e uma delas foi a mudança de treinador. Com essas mudanças, a equipe conquistou o acesso para a Série B eslovaca. Na terceira fase, já em curso, o Flu adquiriu 77% das ações do clube e tem que investir 250 mil euros para selar a compra em definitivo. 

Alguns fatores fizeram da Eslováquia um país estratégico. Entre deles, o custo de vida e o custo da liga. O campeonato do país tem muitos jovens e, em média, os salários na segunda divisão variam entre € 1,5 mil e € 3 mil. Ou seja, o investimento é baixo e, com uma equipe cheia de jovens de Xerém, o acesso é possível, além do limite de estrangeiros ser ilimitado, entretanto apenas cinco podem ir a campo. 

Objetivos

O time brasileiro espera alcançar a elite da Eslováquia em dois anos e disputar a Liga Europa daqui a cinco temporadas.Uma participação na Liga dos Campeões ainda entra como sonho e não objetivo, pois o clube precisa ser campeão nacional. 

Situação atual

Ao todo, a competição nacional reúne 22 clubes, divididos em dois grupos na primeira fase. O Flu Samorin está no Grupo Oeste. As equipes se enfrentam em jogos de ida e volta. Os seis primeiros de cada chave avançam para o grupo de 12 equipes que vai decidir o título - novamente por pontos corridos, em jogos de ida e volta. As 10 equipes restantes se enfrentam na outra chave contra o rebaixamento. O torneio termina em junho de 2017.

A equipe ocupa a liderança do grupo da Região Oeste com 17 pontos, sendo cinco vitórias e dois empates. Sem perder na competição, a equipe de Samorin sofreu apenas quatro gols e marcou outros quatorze. O destaque é o atacante Peu, que já marcou cinco gols e deu três assistências.

Peu em ação pelo Fluminense Samorin



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