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09 setembro 2016

Fluminense na Eslováquia: a expansão tricolor na Europa

Após a saída da Unimed, principal patrocinadora do clube durante anos, o Fluminense passou por uma crise financeira e não fez grandes campanhas nas competições que participou. Os atuais mandatários do clube buscam uma nova forma de expandir a marca da agremiação, além de estruturar ainda mais o clube das Laranjeiras. 

Em uma ideia ousada, o Fluminense resolveu investir no inexpressivo futebol eslovaco. A diretoria do Fluminense fundou o Projeto FluEuropa, que visa a criar uma plataforma de exposição internacional da marca do clube no Velho Continente, além de negociar jogadores diretamente com outros times daquele continente. E o clube escolhido para tornar real essa expectativa é o STK Samorin, que nunca disputou a elite nacional e em 2015/16 estava na terceira divisão. 


O Tricolor vem dando oportunidade a cinco atletas de terem contato com uma nova cultura. Não só jogador, como também o técnico Celso Martins.  O volante Luiz Fernando, o meia Luquinha e o atacante Peterson, o Peu – cinco emprestados pelo Fluminense, além da promessa Matheus Pato. 

O técnico do sub-17 foi convocado pelo Fluminense para ser o auxiliar do americano americano Mike Keeney, que já está no clube desde a temporada passada. O estadunidense Mike Keeney, escolhido pelo Fluminense para comandar o Samorin por causa da experiência europeia (é instrutor da UEFA e tem a Pro Licence).

Quando fechada a compra, o clube passará a se chamar STK Fluminense Samorin. Manterá uniforme e escudo originais quando mandante. Como visitante, usará a camisa do Fluminense. O compromisso tricolor é, no ato da compra, investir € 250 mil (mais de R$ 960 mil) em estrutura.

Para efetuar a compra, o projeto passou por três etapas: a primeira foi um intercâmbio de atletas com um profissional do clube para supervisionar tudo. O escolhido foi Bruno Caetano, técnico do sub-15, que assumiu como auxiliar técnico do Samorin. Na segunda fase, o Fluminense começou a tomar decisões administrativas e uma delas foi a mudança de treinador. Com essas mudanças, a equipe conquistou o acesso para a Série B eslovaca. Na terceira fase, já em curso, o Flu adquiriu 77% das ações do clube e tem que investir 250 mil euros para selar a compra em definitivo. 

Alguns fatores fizeram da Eslováquia um país estratégico. Entre deles, o custo de vida e o custo da liga. O campeonato do país tem muitos jovens e, em média, os salários na segunda divisão variam entre € 1,5 mil e € 3 mil. Ou seja, o investimento é baixo e, com uma equipe cheia de jovens de Xerém, o acesso é possível, além do limite de estrangeiros ser ilimitado, entretanto apenas cinco podem ir a campo. 

Objetivos

O time brasileiro espera alcançar a elite da Eslováquia em dois anos e disputar a Liga Europa daqui a cinco temporadas.Uma participação na Liga dos Campeões ainda entra como sonho e não objetivo, pois o clube precisa ser campeão nacional. 

Situação atual

Ao todo, a competição nacional reúne 22 clubes, divididos em dois grupos na primeira fase. O Flu Samorin está no Grupo Oeste. As equipes se enfrentam em jogos de ida e volta. Os seis primeiros de cada chave avançam para o grupo de 12 equipes que vai decidir o título - novamente por pontos corridos, em jogos de ida e volta. As 10 equipes restantes se enfrentam na outra chave contra o rebaixamento. O torneio termina em junho de 2017.

A equipe ocupa a liderança do grupo da Região Oeste com 17 pontos, sendo cinco vitórias e dois empates. Sem perder na competição, a equipe de Samorin sofreu apenas quatro gols e marcou outros quatorze. O destaque é o atacante Peu, que já marcou cinco gols e deu três assistências.

Peu em ação pelo Fluminense Samorin



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