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31 outubro 2016

Campeonato Brasileiro feminino terá duas divisões em 2017

Com o fracasso do futebol feminino nas Olimpíadas do Rio 2016, esperava-se que a categoria sofresse ainda mais sem investimento e calendário, mas as mudanças positivas vem surpreendendo. Primeiro, a Conmenbol divulgou que os clubes que se classificarem para Libertadores em 2018 deverão ter um time de futebol feminino, se não será desclassificado do certame. Um segundo passo foram as cotas dos clubes participantes da Copa do Brasil terem aumentado em relação ao ano passado. 

27 outubro 2016

O único título internacional do Botafogo teve a marca registrada do Capita

Carlos Alberto Torres levou o Botafogo a sua única glória internacional
O ano de 1993 começou mal para o Botafogo. O clube vivia uma crise financeira das mais cruéis de sua história e não pôde montar uma equipe competitiva para a temporada. Sofreu no campeonato carioca, terminou em quinto na classificação geral. No brasileiro não foi diferente, o 19º lugar mostrava a fragilidade da equipe carioca. Porém, paralelo ao campeonato nacional o clube disputava a Copa Conmebol, equivalente hoje a Copa Sulamericana. Era a segunda edição do torneio, a primeira havia sido vencida pelo Atlético-MG no ano anterior. 

O Botafogo vice campeão do Campeonato Brasileiro de 1992 era uma máquina, um time competitivo e forte: Valdeir, Carlos Alberto Dias, Márcio Santos e Renato Gaúcho eram algumas peças que faziam parte daquele timaço de General Severiano. Entretanto a base não foi mantida para 1993, e o clube acabou perdendo todos os atletas ao final da temporada. Restou a diretoria montar um time modesto, bem aquém do anterior. 

Leia mais: Carlos Alberto Torres, o nosso eterno capita

Willian Bacana, Nelson, Eliel, Perivaldo e Sinval foram os contemplados à vestir a camisa do Fogão. Para comandar esses caras a diretoria tinha que trazer alguém de pulso, uma figura de moral e com Know-how para segurar a turbulência dentro e fora das quatro linhas. 

Ao final do campeonato carioca, Mauro Ney Palmeiro, então presidente do Botafogo, fez o convite inusitado para o Capitão do Tri: "Tá a fim de ir para um clube quebrado e sem dinheiro para te pagar?".  Carlos Alberto Torres aceitou o convite, arranjou uns amistosos preparatórios e ficou com o dinheiro arrecadado nessas partidas como forma de pagamento. Depois partiu na aventura de comandar um clube quase falido. 

O treinador assumiu o time e conseguiu o que ninguém imaginava, deu ao clube carioca sua maior glória internacional. O Botafogo tem 23 títulos internacionais, mas apenas a Conmebol de 1993 tem a chancela da FIFA. E até hoje é o único clube carioca a conseguir ser campeão continental dentro do Maracanã. 

Lei mais: As mudanças de um Botafogo vencedor


Os heróis do título.
Nélson, André, Perivaldo, Clei, Cláudio, William Bacana (em pé): Aléssio, Suélio, Eliel, Sinval e Marcelo (agachados)


Conmebol 1993

O campeonato foi disputado com dezesseis equipes de oito países: Brasil, Argentina, Chile, Equador, Venezuela, Paraguai, Uruguai e Peru. 

Os representantes brasileiros foram: Atlético/MG (1º colocado da Conmebol 1992), Botafogo (2º colocado do Brasileiro 1992), Vasco (3º colocado do Brasileiro 1992),Bragantino (4º colocado do Brasileiro 1992) e Fluminense (2º colocado da Copa do Brasil 1992).

Não havia fase de grupos naquela edição, a fórmula de disputa era no modelo de mata mata. Com isso os confrontos iniciais já valiam pelas oitavas de final, o que deixava o torneio mais atrativo para o público. 

VEJA: O BOTAFOGO DE JAIR VENTURA

A Campanha

O time da estrela solitária começou a campanha do título diante do Bragantino. No primeiro jogo, em Caio Martins, aplicou 3 a 1 pra cima dos paulistas. No jogo da volta, em Bragança, outra vitória, dessa vez um 3 a 2. 

Nas quartas de final o time de Carlos Alberto enfrentou o Caracas, da Venezuela. No jogo de ida, Sinval marcou o único gol da partida. O placar mínimo deu tranquilidade aos cariocas que venceram a partida de volta com um consistente 3 a 0 pra cima dos venezuelanos. O sonho do título ia ficando cada vez mais real e as semi finais era diante do Atlético-MG, os atuais campeões.

O Galo abriu a série com um 3 a 1 dentro do Mineirão. Os comandados do "capita" tinham agora que reverter uma situação adversa pela primeira vez no campeonato. Na partida de volta o glorioso cresceu, e novamente aplicou um 3 a 0 na competição. O Fogão caminhava firme e forte rumo a taça e na final a parada era dura, o multicampeão Peñarol era a bola da vez.

Antes da final contra os uruguaios uma situação chamou a atenção de todos dentro do clube. O ex- presidente Mauro Ney conta que tentaram entregar umas fitas de vídeo com lances do rival para Carlos Alberto Torres, a reação do ex-lateral da seleção foi: "Pra que essas fitas? Tem o Garrincha aí?". O ex dirigente do clube conta que os jogadores acreditavam no comandante e confiavam 100% nele: "Aquela campanha é do Capitão. Ele tinha a capacidade de motivar os caras que ninguém mais tinha. Os garotos adoravam ele".

Ingresso da decisão, 45 mil botafoguenses pagaram CR$ 500,00 cruzeiros, cerca de R$ 50 reais para acompanhar o título do clube carioca

Veio então a final. O jogo de ida foi disputado no Uruguai, o experiente treinador conseguiu montar bem seu time para a partida, que a essa altura da competição já era cascudo o suficiente pra chegar em pleno centenário e encarrar os rivais de igual pra igual. O Botafogo trouxe o empate fora de casa. O 1 a 1 na primeira partida dava confiança a torcida, que cansada de sofrimento via a glória de perto. 

Chegou então a grande final, o último jogo daquele time contestado. Era a chance que eles tinham de ficar marcados para a história do glorioso cariocaGarrincha, Nilton Santos, Jairzinho e Didi não conseguiram colocar o Botafogo no radar de títulos internacionais (reconhecido pela FIFA).

Comemoração dos jogadores ao final da disputa de pênaltis

O jogo não foi fácil, os uruguaios abriram o placar com Bengoechea ainda no primeiro tempo. Na etapa final Eliel e Sinval viraram o marcador, mas a camisa do clube uruguaio pesou e o empate veio aos 45' do segundo tempo, o jogo ia para os pênaltis. 

Agora as atenções se voltavam para Willian Bacana. As esperanças estavam depositadas nele. A meta do Glorioso, que já havia sido defendida por grandes nomes como: Manga, Cao, Paulo Sérgio e Ricardo Cruz desta vez era protegida pelo jovem e desconhecido Bacana, que tinha a confiança do CAPITÃO DO TRI CAMPEONATO MUNDIAL DA SELEÇÃO BRASILEIRA, o mesmo cara que liderava Pelé, Tostão, Gérson Rivelino, depositava agora a fé no jovem arqueiro. 

Carlos Alberto e William Bacana comemorando juntos o feito inédito do Glorioso Carioca

E Bacana não desapontou. Na decisão parou dois uruguaios e levou o Botafogo ao topo da América do Sul. O Glorioso vencia a disputa de penalidades por 3 a 1 e levantava o troféu de uma competição internacional, se juntava ao rival Flamengo (até então), com únicos clubes cariocas com competição fora da "cancela brasileira". 


Veja os gols e lances do título do Botafogo.


25 outubro 2016

Carlos Alberto Torres, o nosso eterno capita

A faixa de capitão e o lado direito do campo sempre foram marcas registradas de Carlos Alberto Torres. Classe, cabeça erguida e muita qualidade técnica eram os trunfos do capitão do tricampeonato mundial. 

Carlos Alberto Torres com a taça Jules Rimet 
Nascido em 17 de julho de 1944, no Rio de Janeiro (RJ), Carlos Alberto Torres atuou por Fluminense, Botafogo, Santos, Flamengo e New York Cosmos. Ele foi o companheiro de Pelé nos últimos dois clubes. 

Carlos Alberto conquistou três títulos Cariocas pelo Fluminense(1964, 1975 e 1976), dois Brasileiros (1965 e 1968), um Rio-São Paulo (1966) e cinco Paulistas pelo Santos -  1965, 1967, 1968, 1969 e 1973. 
Como técnico, ele ganhou o Brasileiro de 1983 pelo Flamengo, o Carioca de 1984 pelo Fluminense e a Copa Conmebol de 1993 no comando do Botafogo.
Além do título mundial pela Seleção, o "Capita" conquistou a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos em 1983.

                              O gol mais marcante da carreira do Capita
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18 outubro 2016

Jair Ventura e as mudanças de um Botafogo vencedor

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De candidato ao rebaixamento para postulante à Libertadores, essa é a tônica do Botafogo no Brasileirão. Com Ricardo Gomes no comando técnico, o Glorioso ocupou a zona de rebaixamento até o fim do primeiro turno com apenas 23 pontos conquistados. Com a ida do treinador para o São Paulo, a diretoria do Botafogo resolveu apostar em Jair Ventura, que já vinha fazendo bons trabalhos na base, para escapar do rebaixamento.


Logo na estreia, o até então interino bateu o mentor por 1x0, no Morumbi, e não voltou mais para a zona de rebaixamento.
No segundo turno, o time de Jair Ventura sofreu apenas 5 gols e marcou em 17 oportunidades, com destaque para o vice-artilheiro do campeonato, Sassá.

Com a consistência defensiva, o Botafogo saiu da inglória briga pelo rebaixamento e figura na quinta colocação do certame, garantindo vaga na Taça Libertadores de 2017. Vale salientar, que o clube passa por uma reestruturação financeira e possui um dos menores investimentos do campeonato.

Com a disparidade financeira e técnica, o time é formado por jogadores que compõe bem o time taticamente, seja na era Ricardo Gomes ou Jair Ventura. A grande diferença dos dois técnicos é a forma de controlar o jogo. Enquanto 'RG' tinha como trunfo a manutenção da posse de bola e os passes curtos, Jair "entrega" a bola ao adversário e marca sob pressão para forçar o erro tanto que a posse de bola do Botafogo é a pior do returno.

Jair manteve a estrutura tática de Ricardo Gomes: o 4-3-1-2, mas com os laterais tendo mais liberdade e Camilo flutuando em todas as funções do meio-campo. Com o avanço dos alas, os volantes fecham os flancos e Neílton acompanha os laterais adversários.

Com 75% de aproveitamento no returno, o Botafogo caminha a passos largos para a vaga na Libertadores, principalmente se repetir as atuações consistentes do segundo turno.

                                            Análise tática sobre as virtudes de Jair Ventura no Botafogo.

13 outubro 2016

Luis Suárez e mais uma marca histórica em sua carreira


Suárez alcançou, no empate de 2 a 2 contra a Colômbia, a marca do ex atacante argentino Hérnan Crespo. Luizito agora tem 19 gols marcados pelas eliminatórias sul americanas para a Copa do Mundo. El Pistolero é a maior referência do ataque uruguaio nos últimos tempos e quando não joga a equipe costuma passar por dificuldades para conseguir vencer as partidas. O camisa nove alia: força, garra e técnica em seu arsenal contra os zagueiros em que enfrenta, costuma ser taxado de chato e brigão, mas não perde a chance de balançar as redes adversárias. A marca pode parecer pouca coisa, mas não é. Os números do goleador uruguaio são muito expressivos e vamos mostrá-los agora detalhadamente.

Foram precisos quarenta e uma partidas para que Suárez chegasse à essa marca, seu primeiro gol na competição, e pela seleção, aconteceu em 2007 contra a Bolívia. As estatísticas do Predador são excelentes. 

Em casa ou fora

Suárez não escolhe local para deixar sua marca. Dos dezenove gols, doze foram marcados em território uruguaio, e sete como visitante. 

Completo

A referência do ataque celeste já marcou gol de todas as formas. Já foi às redes de todas as formas. São treze gols com a perna direita, três com a esquerda e três de cabeça. Sendo três de pênalti e um de falta.

Não escapou ninguém

Um matador não escolhe sua presa. Suárez marcou gol em TODAS as seleções sul americanas, não deixou escapar nenhuma. O Chile é a vítima preferida de Luizito, ao todo já são cinco gols diante dos chilenos, logo após vem Peru e Bolívia com três gols, Colômbia e Paraguai com dois e o restante com um gol cada.

Poker histórico

Marcar três gols em uma partida é algo relevante pra qualquer jogador, imagina então marcar quatro em um jogo classificatório para uma Copa do Mundo, pois é, Luiz Suárez conseguiu isso num Uruguai x Chile durante a campanha rumo a Copa no Brasil em 2014. O atacante uruguaio não teve dó dos chilenos e marcou um poker que ficará guardado para a rica histórica da "Celeste Olímpica". 





El pistolero tem agora quarenta e sete gols em oitenta e oito jogos pela seleção uruguaia

11 outubro 2016

No martírio da Série C, veja onde estão os jogadores que rebaixaram o Fortaleza em 2009

Nos últimos sete anos, o Fortaleza vem sucumbindo na Série C após ser rebaixado em 2009. Após a conquista do tricampeonato cearense, o Leão era um dos favoritos ao acesso , mas não foi isso que aconteceu. 

Com uma campanha irregular, cheia de problemas internos e com atraso de salários, o Tricolor não reagiu a tempo e foi rebaixado no mesmo dia em que seu rival, o Ceará, subiu para a Série A.



Nomes como Élton, Luiz Carlos, Marcelo Nicácio, Christian, Coutinho e tantos outros bons nomes não renderam o esperado, assim culminando com o rebaixamento. 

Naquela Série B, o Fortaleza terminou em 18º com apenas 38 pontos e vinte derrotas no certame. Mesmo com a pífia campanha, Marcelo Nicácio foi um dos artilheiros da competição com 17 gols, além de Luiz Carlos que marcou  13 vezes. 


Junto ao Fortaleza, Juventude, Campinense e ABC caíram para a Série C e dos três, apenas o ABC já tinha voltado para a Série B. Esse ano, o Juventude eliminou o Leão e garantiu a volta para a segunda divisão nacional. 

Confira onde estão os principais jogadores do elenco de 2009:

DOUGLAS (GOLEIRO) - Herói do tri, Douglas falhou muito na Série B e foi crucificado pela torcida. Passou por Paysandu, Boa Esporte, Vitória/BA e hoje é terceiro goleiro do Ceará. 

VLADIMIR (GOLEIRO) - Toda sua carreira foi no Santos sendo emprestado apenas em 2009 para o Fortaleza. Na Série B, atuou em algumas partidas até voltar para a Baixada Santista onde atua até hoje. 

DEDÉ(LATERAL-DIREITO) - Revelado no Ferroviário, Dedé havia feito uma boa temporada no Ceará até se transferir para o rival. No Fortaleza, não teve a mesma regularidade. Atualmente, defende o Mirassol/SP após passagens com destaque por Santa Cruz/PE, Chapecoense e Cuiabá. 

SÍLVIO (ZAGUEIRO) - Começou a Série B como titular, mas com falhas constantes foi sacado do time. Atualmente, defende a Tombense/MG.

ÉDSON CABEÇÃO (ZAGUEIRO) - Titular durante toda a campanha na Série B, o zagueiro foi um dos menos criticados pela torcida. Depois do rebaixamento, atuou com destaque no Figueirense e pelo São Paulo. Hoje, defende as cores do Estrela Vermelha, da Sérvia. 

GILMAK (ZAGUEIRO) - Revelado no Horizonte, Gilmak rodou o interior cearense até se encontrar no Fortaleza. Suas boas atuações não foram capazes de reverter a situação. Atualmente, defende o Ríver/PI, depois de ter sido vice-campeão paulista pelo Osasco Audax/SP.

EVERALDO (ZAGUEIRO) - A falha mais bizarra da Série B foi cometida por Everaldo. Ao recuar a bola sem olhar, marcou um gol contra que culminou com a derrota para o Atlético/GO. Com 42 anos, o seu último registro foi no Grapiúna/RS.

GUTO (LATERAL-ESQUERDO) -  Tratado como joia desde as categorias de base, Guto tinha potencial para ter sido um expoente no futebol, mas sucumbiu junto com o Fortaleza no rebaixamento. Em 2016, recuperou seu bom futebol no Uniclinic. 

EUSÉBIO (LATERAL-ESQUERDO) - Multi campeão estadual, Eusébio era visto com bons olhos pela torcida. Com muita vontade, destoava do descompromisso da maioria do elenco. No Ceará, viveu seus melhores momentos e hoje atua no Horizonte/CE.

LEANDRO (VOLANTE) - Um dos menos culpados pelo fracasso, Leandro era sinônimo de raça e determinação. Revelado no clube, atuou por vários anos no Pici. Em 2016, pouco atuou pela URT/MG.

COUTINHO (VOLANTE) - Com moral, o volante chegou para ser titular e trazer qualidade ao meio-campo leonino. Diferente das expectativas, Coutinho foi muito mal, além de ter uma vida noturna agitada. Passou com destaque pelo Figueirense até chegar na Tombense/MG, em 2016.

CLEISSON (VOLANTE) - Em uma polêmica transação, o experiente Cleisson trocou o Ceará pelo Fortaleza. No Leão, conseguiu demonstrar todo seu potencial, mas caiu de rendimento na Série B. Se aposentou pouco tempo depois. 

ÉLTON (MEIA) - Eterna promessa do Corinthians, o baixinho Élton chegou ao Fortaleza como craque do time. Apesar das boas atuações, foi muito criticado por suas saídas noturnas e relação conturbada com o elenco. Depois do rebaixamento, virou milionário na Arábia e voltou, em 2016, para o CRB.

CHRISTIAN (MEIA) -  Pouco aproveitado pelo técnico Roberto Fernandes, o ex-meia de Palmeiras, Coritiba e Paraná, teve relação conturbada no Fortaleza. Atualmente, defende a Ponte Preta na Série A. 

ROGERINHO (MEIA) - Conhecido pelos problemas extracampo, Rogerinho chegou ao Fortaleza após uma boa passagem pelo clube em 2007, o que não se repetiu em 2009. Ainda passou pelo Ceará e hoje atua no Confiança/SE.

WANDERLEY (ATACANTE) - Com seus melhores momentos no Guarany de Sobral, Wanderley atou por Icasa, Ceará e Fortaleza. No Leão, começou a Série B como titular, mas não manteve a regularidade. O experiente atacante está no Nacional/AM. 

LUIZ CARLOS (ATACANTE) - Um dos personagens mais polêmicos dos últimos anos do futebol cearense, o atacante Luiz Carlos se destacou no Ceará em 2008, passou pelo Internacional e veio para o Fortaleza. Na Série B, o 'Imperador' marcou 13 gols, mas foi alvo de muitas criticas, inclusive sendo afastado do elenco. Estava no Remo/PA na Série C.


MARCELO NICÁCIO (ATACANTE) - Com algumas polêmicas no estado do Ceará, Nicácio acumulou gols e antipatia das torcidas. Na sua melhor fase no Ceará, fez uma pedida exorbitante de salário que quase o deixou de fora do clube, enquanto no Fortaleza foi rebaixado e quando voltou, acertou com o rival após já está treinando no Pici. 


07 outubro 2016

Copa do Nordeste quer vaga na Libertadores e aumento nas cotas

Em meio a polêmica sobre o segundo representante cearense na Copa do Nordeste 2017, a Liga Nordeste, que controla a competição regional mais rentável do Brasil, tenta melhorar a situação dos seus filiados com o aumento das cotas e uma vaga na Copa Libertadores 2018, que recentemente passou por algumas mudanças.  

Com o aumento no número de vagas para o Brasil, Alexi Portela, presidente da Liga, vai pleitear junto a CBF que uma vaga seja destinada ao campeão do Nordestão. Atualmente, o campeão da competição disputa a Sul Americana. 

Em relação as cotas, o campeão de 2016, o Santa Cruz, recebeu R$ 2,3 milhões sendo R$ 505 mil para jogar a primeira fase, R$ 400 mil para cada fase avançada e 1 milhão pelo título.  O vice abocanha R$ 500 mil. Em relação à 2015, as cotas tiveram um aumento de 30% e para 2017 esperasse que a evolução seja de 45%.

Para bater tal meta, os organizadores estão negociando com alguns patrocinadores pontuais e um plano de marketing para alavancar os públicos na próxima temporada para combater a queda dos números igual a desta temporada.

Copa do Nordeste 2017: polêmica e grupo da morte

A edição de 2017 da Copa do Nordeste tem tudo para ser um sucesso. Com a maioria dos tradicionais times garantidos na competição, emoção, bons jogos e ótimos públicos não vão faltar. 

Antes da pelota rolar, as polêmicas já começaram a aparecer. O Uniclinic, vice-campeão cearense, iria estrear no certame, mas por motivos financeiros abdicou da disputa, assim a vaga cairia no colo do Guarani de Juazeiro, que também negou (voltou atrás logo depois). Dessa forma, o representante seria o Guarany de Sobral, que não mostrou interesse em participar por não ter um planejamento feito, assim o único clube apto a participar foi o Ceará, campeão em 2015 e o único clube de massa fora da disputa em 2017. 


Voltando as quatro linhas, o sorteio dos grupos colocaram frente a frente vários clássicos regionais. No Grupo A, Náutico, Santa Cruz e Campinense aguardam a definição do representante  cearense, que caso seja o Ceará, formará o grupo mais difícil da história da competição. Três dos quatros já foram campeões, Campinense (2013), Ceará (2015) e Santa Cruz (2016), além do tradicional Náutico/PE. Santa e a Raposa reeditam a final desse ano.

No Grupo B, Bahia e Fortaleza são os principais clubes, que ainda conta com o tradicional Moto Club/MA e o Altos/PI, que fez uma boa Série D.

No Grupo C, o Sport é o franco favorito a liderança, que ainda conta com Sampaio Corrêa, River/PI e Juazeirense/BA.

No Grupo D, ABC, CRB e CSA compõe o grupo da sigla, que ainda tem o Itabaiana/SE. O destaque fica por conta do clássico estadual entre CRB e CSA.

No Grupo E, o maior campeão da competição, Vitória, lidera o grupo que ainda tem América/RN, Botafogo/PB e Sergipe.

06 outubro 2016

Wendell, do Icasa para a Seleção Brasileira



Com más administrações e uma imensa dificuldade financeira, o Icasa está sem divisão nacional e amarga a Série B do Campeonato Cearense, mas nem sempre foi assim. Após a virada do século, o clube mais famoso da terra de Padre Cícero começou a se estruturar e investir dentro das quatros linhas. Com boas campanhas no estadual, a hora era de alçar vôos mais altos, entretanto a queda foi ainda maior. Após quase subir para a Série A do Brasileirão, o clube foi caindo de divisão em divisão até amargar o ostracismo.

Voltando ao Wendell, o lateral-esquerdo chegara ao Icasa em meados de 2008 por intermédio do então diretor, Kléber Lavor, hoje no Floresta. No Verdão do Cariri, conquistou uma taça regional no município de Barbalha e presenciou um dos melhores momentos da agremiação. 

Wendell é o atleta circulado em verde nas categorias de base do Icasa.


Antes de se tornar profissional, seu "tutor", Kléber Lavor, se desentendeu com a presidência do clunbe e reativou o Juazeiro Empreendimentos, onde Wendell assinou seu primeiro contrato profissional. 

De Fortaleza, rumou para o interior do Paraná, onde jogou por Iraty e Londrina, sendo eleito o melhor lateral-esquerdo do estadual de 2013. Com suas boas atuações, o ala foi comprado pelo Grêmio, por R$ 300 mil. No Tricolor Gaúcho, fez uma temporada sólida em 2013 e uma boa Libertadores, em 2014 até se transferir, por 6,5 milhões de Euros para o Bayer Leverkusen.

Na Alemanha, o atleta é referência na posição e já é cobiçado pelos maiores clubes do mundo. Real Madrid, Barcelona e Manchester City  sondaram o cearense, mas foi o Chelsea que quase fechou com o promissor lateral. 


03 outubro 2016

O Juventude campeão da Copa do Brasil de 1999

Com chances de avançar para a semi-final da Copa do Brasil, o Juventude perdeu o jogo de ida para o Atlético/MG por 1x0, mas aposta na força da sua torcida para avançar. Entretanto, o objetivo principal do clube gaúcho, é ascender de divisão, para isso precisa passar pelo Fortaleza.

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Nomes como Émerson, Maurílio, Márcio Mixirica e outros fizeram história ao levar o 'Papo' ao título inédito e o último do século passado. 

Comandado pela Parmalat desde 1993, o Juventude aproveitou os cheques polpudos para aumentar seu patrimônio e fortalecer suas categorias de base para obter os resultados dentro de campo. Não demorou muito para os títulos começarem a aparecer. Dois anos depois, o clube já estava na Série A e conquistou o campeonato gaúcho de 1998. 


Em 1999, o elenco não era de se chamar a atenção, mas tinha bons valores que poderiam fazer a diferença.  Na Copa do Brasil, com o time estruturado fora de campo, os resultados começaram a aparecer. Na estreia, um 5x1 frente ao Guará/DF eliminou o jogo de volta e classifico a equipe. Na segunda fase, o adversário era o tradicional Fluminense, mas que estava na Série C do Brasileirão e passava por uma grave crise administrativa. No Maracanã, uma derrota por 3x1 desanimou os gaúchos, mas trouxe uma falsa sensação de superioridade aos cariocas.

No Alfredo Jaconi, mesmo em desvantagem, a torcida compareceu em ótimo número e apoiou a reversão do placar. Em apenas sete minutos de jogo, a equipe da casa já estava em vantagem com dois gols do capitão Flávio. Mabília ainda marcou duas vezes, Capone outro e Flávio fechou o marcador. 


Os gols de Juventude 6x0 Fluminense


Nas oitavas de final, o time tinha pela frente o Corinthians, atual campeão brasileiro (seria bicampeão no fim da temporada)  além de um plantel espetacular, e era o grande favorito a conquista do título. 

Sem sorteio, os mandos eram definidos de acordo com o posicionamento no ranking da CBF, então o Juve jogou todos os jogos de ida dentro de casa.

No Alfredo Jaconi, um Corinthians encurralado e sem reação, viu a equipe gaúcha fazer 2x0 com extrema facilidade, Capone e Márcio Mixirica marcaram os gols do duelo. Na partida de volta, os corintianos martelaram, mas não ultrapassaram o ferrolho montado por Valmir Louros e ainda viram Márcio Mixirica fazer o gol que classificou os gaúchos dentro do Pacaembu. 

Após eliminar o atual campeão brasileiro, os holofotes estavam em Caxias do Sul, mas o bom time do Bahia queria acabar com a festa e quase conseguiu. Nas Quartas de Final, o confronto mais duro do Juventude na competição foi diante dos baianos. 

Na partida de ida, o Bahia saiu na frente com Uéslei, mas o Juventude empatou com Capone e virou com Márcio Tilico. O jogo era truncado, o Bahia pressionava até Uéslei empatar a partida e levar a vantagem de um 0x0 para Salvador. 

Na Fonte Nova, quem saiu na frente foi o Juventude com Capone. Sem se desesperar, o Bahia não foi para o abafa e foi premiado com a virada. Uéslei e Viniius marcaram os gols do Tricolor de Aço. Como no jogo de ida, o 12º jogador do time, Márcio Tilico empatou a partida e levou para os pênaltis. 

Com o goleiro Émerson inspirado, o Juventude venceu o Bahia por 4x1 e chegou as semi do torneio mais democrático do país.


Na última fase antes da final, o adversário era um velho conhecido, o Internacional. Dunga, Gonçalves, Elivélton, Christian e companhia montavam o esquadrão colorado, mas estavam com quatro desfalques para o duelo no Alfredo Jaconi. Em casa, o Ju fez sua pior exibição na competição e não passou de um empate sem gols frente ao Inter. 

No Beira-Rio, mais de 80 mil colorados davam como certa a classificação, principalmente com o time todo a disposição. 

Após a pressão inicial, o Inter foi se entregando ao nervosismo e viu o lateral-direito Marcos Teixeira marcar um golaço de fora da área no último lance do primeiro tempo. 

Com a vantagem, o Juventude apenas administrava até que no início do segundo tempo, Márcio Mixirica aproveita a liberdade na área e faz 2x0. Em desvantagem, o Inter se lançou ao ataque, perdeu pênalti e viu Mabília e Capone fazerem história no Beira-Rio. 

                              
                                 Os gols da histórica goleada no Beira-Rio

Na final, o Juventude enfrentou o Botafogo, que havia eliminado o Paysandu, São Paulo, Atlético/PR e o Palmeiras.

No jogo de ida, um começo arrasador do 'Papo' deu mostras do que a equipe era capaz. Fernando e Márcio Mixirica fizeram 2x0 em 21 minutos de jogo. Abatido e nervoso, o Botafogo tentava se organizar, mas sem sucesso, até que o zagueiro botafoguense Sandro e o meia alviverde Wallace brigaram e foram expulsos.

Com o acontecido, o Botafogo parece ter acordado no jogo. No final do primeiro tempo, Bebeto diminuiu o placar e colocou o time da Estrela Solitária no jogo. 

No início da segunda etapa, o Juventude acertou a trave em duas oportunidades e teve o zagueiro Capone expulso. 

Com um a mais, o Botafogo foi para cima e chegou a marcar duas vezes com Rodrigo, mas os gols foram anulados (mal anulados) pelo árbitro Márcio Rezende de Freitas. 

Com a vantagem adquirida no primeiro jogo, o Juventude teria que se segurar no Maracanã, pois o Botafogo só precisava de 1x0 para levantar a taça. Mais de 100 mil botafoguenses empurravam o time em busca do gol, mas o alviverde era valente e segurava como podia. 

Sem criar oportunidades, o Botafogo se afobava, perdia as esperanças e via a valentia gaúcha levar o título para casa. Durante os 90 minutos, a organização defensiva prevaleceu e o Juventude sagrou-se campeão última Copa do Brasil do século passado. 



 
Trajetória do Juventude na Copa do Brasil de 1999.


Elenco campeão





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