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22 fevereiro 2017

Corinthians x Palmeiras: 100 anos de rivalidade





Um clássico que sempre gera pauta, ansiedade ou algo do gênero nas torcidas ou quem admira o futebol. Nesta quarta-feira (22), às 21h45, Corinthians e Palmeiras disputam o primeiro clássico do ano do centenário. São 100 anos de um dos dérbis mais disputados do mundo. 

Para ser mais preciso, o duelo completa aniversário dia 06 de maio de 2017 e desde então é o clássico que tem o retrospecto mais equilibrado do país. 

A rivalidade é tão grande que cada clube tem uma contagem diferente dos duelos. Para os corintianos são 351 jogos com 125 vitórias palestrinas e 120 triunfos alvinegros, além de 106 empates. Na conta dos alviverdes são 361 jogos, com 129 triunfos palmeirenses, 122 vitórias corintianas e 110 empates.

Fundação e as primeiras vitórias

O Corinthians foi fundado em 1910 para representar às camadas mais populares da sociedade paulistana. O Palmeiras surgiu como o representante da imensa comunidade italiana de São Paulo, com o nome de Palestra Italia - o nome Sociedade Esportiva Palmeiras foi adotado em 1942, durante a Segunda Guerra Mundial.

Para se ter ideia da dimensão do clássico, o Palmeiras, ainda Palestra, tirou a invencibilidade do Corinthians, que era de três anos sendo 25 jogos sem perder, já no primeiro embate entre as agremiações.

O Palmeiras sapecou 3x0 com três gols de Caetano e despachou o 'Time do Povo' na Liga Paulista. 

A primeira vitória alvinegra sobre o Palestra foi por 3 a 0, no dia 3 de maio de 1919, com gols de Américo, Garcia e Roverso, em partida disputada no Estádio da Floresta.

O famoso osso

Em 1918, antes de mais uma partida entre Palestra e Corinthians, um grupo de torcedores palestrinos arremessaram um osso no restaurante em que os corintianos almoçavam. No bilhete estava escrito, “O Corinthians é canja para o Palestra”. Após o empate em 3 a 3, os corintianos escreveram o seguinte no artefato: “Esse osso era para a canja. Mas não cozinhou por ser duro demais”.
O osso está guardado no Memorial do Corinthians, no Parque São Jorge.

O osso jogado pelos palmeirenses é peça do memorial corintiano (Eduardo Anizelli/Folhapress)

O crescimento das torcidas e a rivalidade

Com o futebol ainda em desenvolvimento, os títulos eram peças importantes para que os clubes tivessem uma grande torcida.

Foi nos anos 20 que isso aconteceu. Com os cinco títulos corintianos (1922, 1923, 1924, 1928 e 1929) e os três palestrinos (1920, 1926 e 1927), as torcidas para os clubes tiveram um grande aumento. 

Nesse período, a rivalidade entre os clubes só cresceu, principalmente por conta do Campeonato Paulista de 1921. Na ocasião, Corinthians, Palestra e Paulistano disputavam o título ponto a ponto até que o time alviverde saiu da disputa na penúltima rodada. Na último jogo, o Corinthians precisava vencer o Palestra para ser campeão, mas tomou uma goleada por 3x0 e viu o Paulistano ficar com a taça. 

Maior goleada e o batismo de fogo

Em duelo válido pelo Paulista e pelo Rio-São Paulo, o Corinthians amargou a pior goleada da história do clássico, no Parque Antárctica, 8 a 0, com gols de Imparato, com três, e Pellicciari, com quatro, e Gambardo. 

Com a goleada, o Corinthians passou por uma crise que culminou com a saída do presidente do clube, Alfredo Schurig e fez a torcida corintiana colocar fogo na sede da própria agremiação.

Outro fato marcante foi a vitória dos corintianos sobre os palmeirenses em 1942. Na última partida do Paulista, no Pacaembu, a equipe alviverde, já com o título assegurado, viram o Corinthians vencer com gols de Hércules, Milani e Begliomini (contra). Foi o primeiro dérbi com o Palestra rebatizado como Palmeiras.

A democracia e o fim do jejum palmeirense

Uma época muito marcante para os corintianos é a da Democracia Corintiana, comandada por Socrátes e Casagrande. No dia 1° de agosto de 1982, os alvinegros golearam os palmeirenses por 5x1 com três gols do Casão, um do Doutor e outro de Biro-Biro. 

 O Palmeiras não conquistava um título fazia 16 anos e havia perdido o jogo de ida por 1x0, com gol de Viola, ue imitou o porco no Morumbi. 

No jogo de volta, o Verdão fez 3x0 no tempo normal e com gol de Evair levantou a taça do Campeonato Paulista de 1993.

As embaixadinhas e as Libertadores de 1999 e 2000

Foram dois anos intensos da rivalidade e com fatos que até hoje são lembrados pelos torcedores. 

Palmeiras e Corinthians decidiram uma vaga na semi-final da Libertadores em 1999. No jogo de ida, a equipe alviverde fez 2x0 e na volta levou o troco.

Nos pênaltis, coube ao goleiro São Marcos classificar o Palmeiras para a fase seguinte. Naquele ano, a taça ficou no Palestra.

Entre embate entre as equipes pela Libertadores tinha a final do Campeonato Paulista. No jogo de ida, um baile corintiano, 3x0, e vantagem para o segundo jogo. Com a eliminação na competição internacional, o Corinthians queria se "vingar" e Edílson fez isso ficar ainda mais histórico. 

Com o 2x2 no placar, o time do Parque São Jorge estava conquistando o título até que o Capetinha resolveu fazer algumas embaixadinhas. Resultado: briga generalizada no gramado em uma das cenas mais lembradas do futebol brasileiro.

Em 2000, o confronto voltou a acontecer na Libertadores, mas era valendo vaga na final. Foram dois jogos que encantaram os torcedores. Na ida, o Corinthians venceu por 4x3, mas na volta o Palmeiras fez 3x2 e levou a decisão para os pênaltis. 

De novo ele! São Marcos decidiu para o Porco e levou a equipe alviverde para a final do torneio. O time palestrino acertou todas as cobranças de pênalti, e Marcos pegou o chute de Marcelinho Carioca.


De lá para cá muitos clássicos encantaram, decepcionaram ou novas histórias foram contadas. Esse foi um breve (MUITO BREVE) resumo da história centenária do clássico entre Corinthians x Palmeiras.
Até maio faremos especiais contando mais especificamente cada uma dessas épocas do dérbi. 

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