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07 março 2017

Libertadores: O difícil recomeço para a Chapecoense e os desafios na competição

Chapecoense com novo elenco e uma nova história para ser escrita

Menos de 100 dias após a morte de 72 pessoas no avião que levava o elenco, dirigentes e imprensa para a final da Copa Sul-Americana na Colômbia, a Chapecoense já tem um grande desafio na temporada, a estreia na maior competição do continente, a Libertadores da América.

Após um hiato de 25 anos, o estado de Santa Catarina volta a ter um representante na competição. Com a conquista da Copa do Brasil em 1991, o Criciúma disputou no ano seguinte e só parou no São Paulo.

Ainda sem engrenar na temporada, o time treinado por Vágner Mancini fez um primeiro turno do Campeonato Catarinense razoável e chega para o torneio cheio de interrogações. Sem pré-temporada, sem amistosos, foi se formando um time durante o estadual. Cinco vitórias, dois empates e duas derrotas depois, a Chape enfrenta o Zulia para lutar pelos que se foram. Além da pressão por se tratar de uma grande competição, os jogadores vão enfrentar uma grande carga emocional a cada duelo. Eles estão representando todos que se foram e queriam viver esse sonho. Esse é o elo entre a equipe atual e os que faleceram no dia 29 de novembro. Os jogadores que irão disputar a competição só estão lá pelo que os outros fizeram. 

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Parte dos guerreiros que levaram a Chapecoense a maior competição do continente


Neto e Alan Ruschel foram inscritos na Libertadores

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Alan Ruschel e Neto já treinam para readquirir a forma para atuar



Os dois jogadores, sobreviventes do acidente da delegação da Chapecoense em novembro do ano passado na Colômbia, estão inscritos pelo clube na Libertadores. Ainda sem condições de jogo, os atletas estão se recuperando e caso a Chape avance para o mata-mata vão poder atuar na competição.



Lista de inscritos: 



Andrei Girotto

Apodi
Arthur Caike
Artur Moraes
Diego Renan
Dodô
Elias
Fabrício Bruno
Grolli
Jandrei
João Pedro
Luiz Antônio
Luiz Otávio
Moisés
Moisés Ribeiro
Nadson
Nathan
Nenén
Niltinho
Osman Júnior
Reinaldo
Túlio de Melo
Wellington Paulista


Novo escudo da Associação Chapecoense de Futebol.pngAssociação Chapecoense Futebol

Fundação: 10 de maio de 1973
Cidade: Chapecó 
Estádio: Arena Condá
Melhor campanha: Estreia em 2017
Última participação: Nunca participou


Os adversários na competição

O grupo da Chapecoense não é dos mais fáceis, principalmente por ter um time de tradição no comando do grupo, o Nacional do Uruguai. Outra equipe perigosa é o Lanús da Argentina que também já conquistou a Copa Sul-Americana, além do desconhecido Zulia da Venezuela. 

- Zulia


Resultado de imagem para Zúlia Fútbol ClubZúlia Fútbol Club


Fundação: 30 de junho de 2005
Cidade: Maracaibo Venezuela
Estádio: José Encarnación Romero
Melhor campanha: Estreia em 2017
Última participação: Nunca participou

Assim como a Chape, o Zulia, adversário da estreia, disputa sua primeira Libertadores. A equipe venezuelana vem de uma ótima temporada em 2016 e aposta na jovialidade do elenco para surpreender. Os Petroleiros, como são apelidados, conquistaram a Copa da Venezuela e foram vice do Campeonato Venezuelano. 

Sem muita tradição, a equipe tem apenas 12 anos de existência e alcançou a elite local em 2008. 

O time comandado por Daniel Farias (irmão de Cesar Farias, ex-técnico da seleção venezuelana) que assumiu o clube recentemente.O meio-campo ganhou o reforço de Juan Arango, eterno capitão da seleção venezuelana, e de Orozco, dois jogadores que atuaram no futebol dos Estados Unidos em 2016.

O Zulia ocupa o sexto lugar na classificação geral do Apertura (primeiro turno do campeonato nacional). O time tem um ataque perigoso (com 12 gols em cinco jogos no Apertura), o que permite imaginar a equipe na próxima fase da Libertadores.

A principal aposta é o meia venezuelano Jefferson Savarino, de 20 anos, que tem como principais características o controle de bola e qualidade do passe. 

Time base: Renny Vega, Chirinos, Plazas, Kambou, Peci; Luis Ruiz, Junior Moreno; Savarino, Juan Arango, Orozco; Unrein.

- Lanús

Lanus logo.pngClub Atlético Lanús

Fundação: 03 de janeiro de 1915
Cidade: Lanús Argentina
Estádio: Néstor Díaz Pérez
Melhor campanha: 2014 (Quartas)

Última participação: 2014

A temporada passada para o Lanús foi excepcional. A equipe conquistou três títulos sendo o Campeonato Argentino, a Supercopa da Argentina e a Copa Bicentenário. 

Em competições continentais, o Lanús conquistou a Copa Sul-Americana em 2013, quando bateu a Ponte Preta na final. 

Essa será a quinta participação na competição sendo a última em 2014 quando fez sua melhor campanha ao chegar nas quartas de final.Em 21 jogos que disputou na história da Libertadores como mandante, o Lanús só perdeu três vezes. 

Para a imprensa argentina, é o melhor time do país e tem grandes chances de fazer uma ótima Libertadores. 

Este Lanús copero tem feito a Argentina traçar muitas semelhanças entre esta equipe e o ápice do River de Gallardo.

Atualmente, ocupa a sexta colocação no Campeonato Argentino com cinco pontos de distância para o líder, Boca Juniors. A equipe marcou 17 gols e sofreu apenas 9 em quatorze partidas realizadas.

O principal nome do time é o atacante Lautaro Acosta, que ganhou cinco dos seis títulos nacionais conquistados pelo clube. 

Time base: Marquesin; Silva, Goltz, Izquierdoz e Pasquini; González, Ortiz e Ayala; Benítez, Blanco e Acosta

- Nacional

Escudo del Club Nacional de Football.svg
Club Nacional de Football

Fundação: 14 de maio de 1899
Cidade: Montevideo Uruguai
Estádio: Gran Parque Central
Melhor campanha: Tricampeão (1971, 1980 e 1988)
Última participação: 2016

O clube que mais vezes disputou a Libertadores, 43 disputadas, e conquistou o título em três oportunidades (1971, 1980 e 1988). 
No ano passado, o clube uruguaio chegou até as quartas de final quando caiu nos pênaltis para o Boca Juniors. Se qualificou para a atual edição após a conquista do título do campeonato nacional em 2016. Para a imprensa do país, o time não possui nenhum grande valor individual, mas presa pelo jogo coletivo. A disposição e a obediência tática foram dois dos principais fatores que levaram o clube ao título uruguaio e que permanecem para 2017. A equipe é a grande favorita do grupo e a perspectiva é para que termine na liderança, mas terá que continuar mostrando o bom futebol que vem apresentando.
O Nacional atua em seu estádio, o Parque Central, com capacidade para 26,5 mil espectadores, que ficam próximos ao gramado, principalmente atrás dos gols.
Com a saída de Nico Lopez para o Internacional, Kevin Ramirez se tornou a grande figura da equipe com grandes atuações no meio-campo, as quais o postularam a ser convocado pela celeste olímpica.

Time base: Nacional - Conde; Fucile, Polenta, Victorino e Olivera; Eguren, García, Cabrera e González; Ramirez e Barcia. Técnico é o Munua, Gustavo Munua. 


                                                                         #VamosChape

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