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21 março 2017

Muitos fizeram gols, só o Bruxo fazia magia




Antes que julguem o título, sim, outros jogadores fizeram magia com a bola, mas hoje nós vamos homenagear Ronaldinho Gaúcho. 

O Bruxo foi daqueles jogadores que encantavam até o adversário. Com a bola no pé, não tem Messi ou Cristiano Ronaldo para superá-lo. Em vez de números, Ronaldinho dava show, bailava e entortava os rivais. Se tivesse tido um pouco mais profissionalismo, o dentuço teria sido muito maior do que foi, mas ninguém liga para isso. Ele fez o suficiente para sermos seus súditos. 

No Grêmio já era realidade ainda mesmo quando promessa. Título gaúcho, gol na final e Dunga sem pai nem mãe foram os aperitivos de Ronaldinho Gaúcho para o mundo. Na Seleção Brasileira, uma estreia que quase não aconteceu, mas que ficou eternamente lembrada. Com a briga generalizada entre os jogadores de Palmeiras e Corinthians  na final do Campeonato Paulista de 1999, o atacante Edílson foi cortado da relação e a história do Bruxo começara a mudar ali.


Logo no jogo de estreia, contra a Venezuela, a jovem promessa do Grêmio, de 19 anos e ainda com o corpo franzino e cabelo raspado, fez um gol que entrou para a história. Ronaldinho recebeu na área, deu um lençol no zagueiro e emendou com estilo. A bola há muito já morria dentro do gol e o narrador Galvão Bueno, entorpecido com aquela pintura, ainda repetia a frase que começou bem antes de a bola entrar.

"Olha o que ele fez! Olha o que ele fez! Olha o que ele fez! Olha o que ele fez!"


Ficou no Rio Grande do Sul até 2001 quando resolveu sair, de forma polêmica, do clube que o revelou. Na França, foi rei, e fez chover em todo lugar onde pisou.

Com as atuações de gala no PSG, o meia chegou com moral na Copa do Mundo em 2002 e não decepcionou. Apesar de muitos "especialistas" afirmarem que não foi importante no Mundial, o então camisa 11 se mostrou bem mais solidário do que em outras oportunidades. Sob os comandos de Felipão, Ronaldinho atuou mais recuado do que estava acostumado e desempenhou um papel importante na recomposição do time. Além disso, o seu brilho individual prevaleceu em vários momentos. A partida mais marcante do meia no penta foi contra a Inglaterra. Deixou o Ashley Cole sem coluna e o Rivaldo na cara do gol para guardar, além de marcar uma pintura de falta. Ainda foi expulso e ficou de fora da semi-final. 

Após ser campeão do mundo, o melhor ainda estava por vir. Com várias propostas em mãos, inclusive uma do Manchester United muito superior a do Barcelona, Ronaldinho resolveu ir para o Barcelona. Foi na Catalunha que a magia foi mostrada ao mundo e que o Bruxo foi eleito duas vezes melhor do mundo. No Barça, ressuscitou os 'culés' e trouxe a glória de volta ao clube. Campeão da Liga dos Campeões e bi-campeão espanhol, Ronaldinho levou a Barcelona o seu sorriso que contagiava todos que lotavam o Camp Nou para vê-lo. 



Durante sua carreira ainda passou com alguns lampejos de genialidade por Milan e Flamengo. No Rubro-Negro italiano, o meia ainda foi líder de assistências e marcou algumas pinturas. No Rio de Janeiro fez parte do 'Bonde do Mengão sem Freio' e protagonizou uma virada épica na Vila Belmiro sendo a sua grande atuação com a camisa do Fla. 

Após uma saída conturbada para o Atlético/MG, o Bruxo deu seus últimos espetáculos e mostrou que a sua genialidade transcende qualquer limitação física.

No Galo, conquistou a Libertadores da América com atuações que lembravam aquele Dinho que nós estávamos acostumados a ver. Quem não se lembra das partidas magistrais contra o São Paulo ? Do golaço contra o Arsenal de Sarandi ? As cores preto e branco pulsaram nas veias dele!

Sem esmiuçar muito a sua carreira, esse foi um pequeno resumo que do que Ronaldinho fez para o futebol, mas o que ele representou é muito maior. Sinônimo de alegria dentro e fora das quatro linhas, sorriso a cada drible, esse era o Ronaldinho. Ronaldinho é a personificação do futebol, ou seja, alegria a cada jogada. Para ele, nunca foi trabalho e quando se tornou, preferiu sair. Para você, vários jogadores podem ter sido melhor , mas nenhum representou o futebol na essência como ele. Diversão a cada lance, sorrisos distribuídos a cada drible e um recurso técnico que poucos tiveram. Parafraseando nossos parceiros do Cenas Lamentáveis, a molecada se viu no Ronaldinho. Assim como nós, ele não joga futebol, ele brinca de bola. 



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