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20 abril 2017

Nunca foi sorte

Torcida coral volta a sorrir após anos de tormentas (Foto: Mateus Dantas / O POVO)

Dezenove anos, esse foi o período que o Ferroviário ficou ausente de uma final de campeonato estadual, a última foi em 1998. Além disso os holofotes não apontavam para a Vila Olímpica Elzir Cabral há um bom tempo. O clube sofreu com inúmeras gestões que beiravam o amadorismo, ao ponto de deixar o clube em condições quase de falência. Aos poucos o time coral foi perdendo espaço na mídia local, mas os torcedores nunca desistiram de seu clube.

Depois de um 2016 com uma boa participação na série b do estadual, o time conseguiu voltar à elite do cearense. Em 2017 uma nova história foi escrita e moldada por gente que ama o Ferrão. Apesar das dificuldades encontradas no dia-a-dia o clube conseguiu se organizar minimamente para a disputa da primeira divisão.

O início

Marcelo Vilar foi o escolhido para comandar um time que tinha uma mescla de juventude e experiência. MaxuellErandir e Mauro eram os mais experientes do elenco. ValdeciTúlio e Jonathas encabeçavam a lista de jovens promessas corais.Mota e Assisinho chegaram já com o campeonato em disputa e ajudaram demais na estrutura do time.

A primeira rodada do estadual começou 'pesada' para o Tubarão da Barra, a equipe tinha pela frente o Fortaleza, atual bicampeão estadual e favorito ao título. O empate em dois a dois surpreendeu muita gente, mas já era um indício do que viria ao longo da competição.

A sequência coral no certame foi marcada por altos e baixos, o clube acabou perdendo o treinador Marcelo Vilar, que se transferiu para o Moto Club e deixou o comando do time. Foi então que a diretoria apostou no eficiente Vladimir de Jesus, o técnico não tinha feito um bom começo de temporada no Uniclinic, mas que ótimos trabalhos e resultados em sua carreira. O Ferrão terminou a primeira fase na sexta colocação com 13 pontos conquistados.


Time e torcida, a simbiose que resgatou o orgulho coral (Foto: Thiago Gadelha / Diario do Nordeste)

A remontada

A chegada de Vladimir de Jesus trouxe um novo cenário para o tricolor da barra. O time que vinha cambaleante na competição começou a ter uma nova postura em campo. O treinador aos poucos foi apostando na força da coletividade do grupo, e conseguiu aliar a experiência de Erandir, para comandar o sistema defensivo, e de Mota, que deu um padrão técnico ao meio campo coral. 

Montou seu time com uma forte marcação e uma boa saída nos contra ataques, e deu muito certo. Nas quartas de finais eliminou o favorito Horizonte dentro do Domingão, ali o comandante já conquistava a primeira grande façanha do ano, pois a vaga nas semifinais já garantiam ao Ferroviário a disputa da Série D em 2018, o que já significa um calendário maior e mais receita para o clube. 


Vladimir mostrou mais uma vez que tem o time nas mãos (Foto: reprodução Facebook/ Ferroviário)
Vieram então as semifinais, pela frente o Fortaleza, de novo os corais não eram os favoritos. O tricolor do pici, mesmo não apresentando um bom futebol, tinha
um elenco com mais opções técnicas, porém o futebol é apaixonante por isso, é nessas horas onde vemos alguns mitos futebolísticos serem quebrados, dentro de campo são onze contra onze, mas no futebol atual o extra campo interfere cada dia mais e mais. O Ferroviário se superou, Vladimir demonstrou ser um ótimo técnico, reconheceu ter um time inferior e soube usar bem suas peças, cada uma em seu devido lugar. 

Agora o Ferrovário vai para a final do campeonato, o adversário que vier, seja Ceará ou Guarani de Juazeiro, saberá que terá pela frente um time eficiente e perigoso, qualquer vacilo pode ser fatal. Nunca foi sorte sempre foi eficiência. Palmas para o Ferrão.

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