Blogroll

               

24 maio 2017

Xabi Alonso: Uma lenda do meio-campo que deixará saudades





Neste final de temporada pela Europa, muitos jogadores fizeram ótimas partidas e ajudaram bastante o seu times a serem campeões. O Bayern de Munique, por exemplo, soberano na Alemanha e grandioso no velho continente, foi campeão com folga em seu campeonato nacional graças aos seus craques que, inspirados, levantaram mais uma vez o troféu de campeão. 

Todavia, o destaque maior no final da competição não foi somente o título do time da Baviera. Dentre comemorações a parte, uma saudade imensa será deixada no elenco de Carlo Ancelotti. O meio-campista espanhol Xabi Alonso, 35 anos, se aposentou dos gramados mundiais neste ano. É claro que não devemos esquecer que além dele, Philipp Lahm também pendurou suas chuteiras.

Poderemos até escrever sobre o ex-lateral alemão, mas neste momento, o encanto fica somente para o dono dos passes longos da Espanha. 




O ex-jogador de Real Madrid, Liverpool e tantos outros clubes onde passara, tinha uma genialidade incrível para armar suas jogadas. Era o cara excepcional para qualquer time que estivesse precisando de uma ajudinha básica entre defesa, meio-campo e ataque. Sempre com a cabeça reta e olhando para seus companheiros, o ex-atleta de Real Sociedad e Eibar era a "cabeça pensante" do time. Se a equipe estivesse no desespero, podia tocar a bola para ele que, com certeza, resolveria. 

No Liverpool, onde teve seu protagonismo ao lado de Steven Gerrard, Alonso foi importantíssimo para o time na conquista da Liga dos Campeões na temporada 2004-05. Além de uma ótima partida, ele fez o gol de pênalti quando os Reds estava perdendo para o Milan por 3 a 2. O empate foi dele. Depois daí, todo mundo sabe a história.




Pelo Real Madrid, Xabi Alonso também foi importante para o clube merengue em suas cinco temporadas no maior time da Espanha. Por lá, conquistou títulos importantes como o Campeonato Espanhol na temporada 2011-12 e a Champions League na temporada 2013-14. Foi mais uma das contratações milionárias de Florentino Perez que deram certo. 

Mas já nos seus trinta e poucos anos, Alonso acabou saindo do Real Madrid e indo parar na Alemanha para jogar no Bayern. A ida de Tony Kross para os Blancos fez o volante espanhol ser uma moeda de troca para a equipe do novo técnico da época, Pep Guardiola. Por lá, o ex-camisa quatorze da seleção ganhou tudo o que tinha direito. Tricampeão seguido do Nacional, Copa da Alemanha e Super Copa em três anos de clube.

Já na seleção de seu país, vale mencionar o título da Eurocopa de 2008 e 2012; e da Copa do Mundo de 2010, sendo o primeiro da Espanha.

Xabi Alonso não era aquele jogador que corria para todo mundo. Não era aquele que gastava milhares de calorias para buscar o seu gol. Ele não precisava de tudo isso. Sua categoria era tão grande que apenas um simples lançamento para o ataque já nos deixava com os olhos abertos e cheios de emoções. Era o homem de uma precisão incrível. 

O espanhol era fera, e será mais um daqueles que deixará saudades para os amantes do bom e velho futebol. Valeu, maestro! 




Feito por: Robson Mateus

21 maio 2017

Em um campeonato cheio de estrelas, brilhou a de Antonio Conte, campeão da Premier League 2016-17



A temporada 2016-17 no Campeonato Inglês já terminou. As trinta e oito rodadas já foram concluídas e o Chelsea foi campeão da competição. 

Logo antes de começar a Premier League, falavam-se muito nos dois maiores técnicos da cidade de Manchester: José Mourinho e Pep Guardiola. O primeiro, sério e autoritário, já era bem conhecido do futebol inglês, pois já havia faturado o 'caneco' três vezes pelos Blues. Diante agora de um time poderoso e milionário - tanto quanto o Chelsea-, Mourinho tinha a missão de ganhar mais um título no país, mas agora com os Red Devils. O seu elenco estava recheado de peças importantes e fundamentais como o goleiro De Gea, o atacante Rooney e seus novos contratados Pogba e Zlatan Ibrahimovic

Já há poucos quilômetros dali, o multicampeão Guardiola, no comando dos citizens, também estava na briga do Inglês. Especulado para ser o protagonista da equipe, o espanhol, aproveitou o mercado de transferências, e trouxe com ele o meia Leroy Sané, o goleiro Claudio Bravo, o zagueiro Stones, o volante Gundogan e o atacante brasileiro Gabriel Jesus para reforçarem o seu elenco.


Parecia que ambos os times brigariam ponto a ponto para á conquista do grandioso título.


Vale ressaltar que Marcelo Pochettino, Arsene Wenger e Jurgen Klopp, já veteranos no país, também eram os medalhões que faziam a Premier League ser mais forte do que já era. Porém dentre os técnicos e ótimos jogadores dos vinte clubes participantes, brilhou a estrela de um técnico e de um time que jogava um pouco diferente dos outros gigantes. O novo técnico do Chelsea, o italiano Antônio Conte, não era o mais especulado nas casas de apostas à vencer logo de cara a sua primeira taça na Terra da Rainha. Era provável de que o ex-treinador da seleção italiana estaria na quarta ou quinta posição dos que iriam faturar o campeonato. Na 'janela de transferências', Conte trouxe jogadores pouco conhecidos, mas que tinham vontade de vencer. Vieram o lateral-esquerdo Marcos Alonso, o zagueiro David Luiz, o volante francês Kanté e o ex-atacante do Olympique de Marselha, Michy Batshuayi. Parecia que eram apenas contratações que vinham para somar e nada mais. Errado. Eles chegaram para ser campeões.


O Chelsea, que na temporada passada não havia conseguido sequer uma vaga na Liga dos Campeões, parecia um time esquecido pela mídia e não favorito a brigar com os grandes pela liderança.. Quem diria que Victor Moses seria uma boa peça para o esquema do italiano? E Eden Hazard, que junto com Diego Costa, não fizeram uma boa temporada na época quando o time ainda era comandado por Guus Hiddink?


Antonio Conte dobrou as mangas e foi junto com todos os jogadores em busca do sonho. A chegada do ex-técnico da Juventus fez o time jogar diferente, tanto é que o seu esquema formado por três zagueiros (David Luiz, Cahil e Azpilicueta) já estava fazendo efeito nas primeiras rodadas. O time foi quase imbatível e conseguiu fazer noventa e três pontos em trinta e oito jogos; Seu aproveitamento com os Blues foram de 81,6 por cento, sendo o segundo time a ter melhor saldo de gols (cinquenta e dois ao todo), perdendo apenas para o Tottenham (com sessenta).


Isso tudo mostra que para ser campeão não precisa ter somente nome e brilho. É preciso que tenha um time forte e jogadores que se desempenhem ao máximo jogo após jogo, lutando por todas as bolas que estiverem em campo.



Parabéns ao Chelsea pela excelente temporada e ao título, e claro,dando méritos também a Conte, que em seu primeiro ano dirigindo o clube, já deixou muitos londrinos felizes. 





Feito por: Robson Mateus

12 maio 2017

A ansiedade de Ceni e da diretoria fizeram ambos sonharem demais



Na última quinta-feira (11) em partida válida da Copa Sulamericana 2017, o São Paulo foi eliminado pelo Defensa y Justicia, time argentino que tem Jónas Gutiérrez como principal estrela do clube.

A eliminação precoce na competição não só fez o futebol do tricolor paulista virar questionado como Rogério Ceni ser alvo de críticas no comando técnico do time.

Logo quando chegou, no início deste ano, o maior ídolo são-paulino queria impor um estilo de jogo diferente dos demais clubes brasileiros. Fez estágios com alguns dos melhores técnicos do mundo e voltou ao Brasil com uma teoria que poderia dar bons frutos ao São Paulo Futebol Clube. 

No Campeonato Paulista de 2017, via-se que seus métodos começavam a dar certo. Seu ataque era avassalador, porém, sua defesa muito frágil, levava gols em diversos contra-ataques. Dizia-se que criticar o trabalho de Ceni era muito precoce para uma competição com um nível diferente de outras como o Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil. Na primeira fase do estadual, o Tricolor fez vinte e cinco gols em doze jogos, sendo um total muito positivo para uma equipe do porte do São Paulo. Todavia, a defesa foi vazada vinte vezes nas mesmas doze partidas, tendo um saldo de cinco gols ao todo. 

E daí, com o término da primeira fase, novas críticas foram feitas. Nas quartas-de-finais Ceni deu um suspiro na competição quando venceu a Linense por 2 e 5 a 0, em dois jogos no estádio do Morumbi. A partir daí, a ilusão começou a ficar maior. Preparou o time para os clássicos contra o Corinthians nas semifinais e contra o Cruzeiro na Copa do Brasil. 

O sonho foi tanto que o Tricolor foi eliminado nas duas competições, deixando o trabalho do ex-goleiro na forca. 

A Sul-Americana era, então, um bom trajeto de glórias para que o São Paulo pudesse,enfim, alegrar-se com bons resultados. O terceiro fiasco, em menos de seis meses, veio contra o Defensa y Justicia e deixou uma pergunta na cabeça de muita gente: Rogério Ceni precisava ser mesmo o técnico do time nessa temporada? 

Parece que a Flória Cup, único título até então no currículo do 'M1T0' também o iludiu na sua nova carreira. Tanto é que o Corinthians, time tão criticado pela mídia no começo deste semestre, e que participou também da competição na pré-temporada, já tem uma nova e bela cara.

O São Paulo pode até se dar bem no Brasileirão, mas enquanto o campeonato não começa, o fracasso das eliminações são os principais temas pautados no CT do clube. Sua ansiedade o fez chegar nas nuvens. Não precisava de tanta rapidez.Ele poderia esperar.

Alguns exemplos claros que poderiam ser seguidos tanto pela diretoria quanto pelo ex-capitão são três: Guardiola, Zidane e Gerrard.

O primeiro começou por baixo. Treinava as categorias de base do Barcelona, e quando sentiu-se pronto para treinar a potência catalã profissional, se deu de bem. Guardiola virou um ícone no futebol graças a um bom preparo e anos de experiência. Não foi de um dia para o outro que ele virou o melhor técnico do mundo. 





Já Zidane também fez o mesmo. No Real Castilla conseguiu fazer um bom trabalho, e quando foi chamado por Florentino para treinar o maior time do mundo, não recusou. Depois da saída de Rafa Benitez, ele não decepcionou. Ganhou grandes títulos, entre eles a Champions League, e mais, esperou a sua hora. 






Por fim, tem  Gerrard, um dos maiores ídolos do Liverpool ( se não o maior). Após sua aposentadoria recente, o ex-jogador logo foi chamado pelo Liverpool para comandar o time da base. Assim como os outros dois citados, o inglês também vai seguindo um caminho semelhante e que a maioria dos europeus fazem para que um ou outro ex-atleta se vingue como treinador. 





Acredito que o principais problemas do São Paulo foram a empolgação e a precipitação que tiveram em colocar um novo comandante para liderar a equipe. O melhor a ser feito era proporcionar a experiência ao ex-jogador, mas numa função muito menos trabalhosa. Trabalhar na categoria de base faria com que o mesmo ganhasse "corpo" em competições muito mais intensas com jovens jogadores. Um título da Copa Juniores, por exemplo, alavancaria muito mais o trabalho de Rogério, que assim, poderia já subir para o profissional devido à um bom trabalho no sub-20. O erro foi grande, e parece que todas aquelas teorias que ele defende, estão indo por água abaixo. E que sua idolatria como jogador não diminua devido à essa crise de eliminações e "pelejas" como técnico. 



Feito por: Robson Mateus

02 maio 2017

A transformação de Cristiano Ronaldo

(foto retirada do Google)

Cristiano Ronaldo dos Santos Aveiro, ou simplesmente Cristiano Ronaldo mais uma vez nos deixou impressionados com uma atuação espetacular diante do Atlético de Madrid pela Champions League. Ronaldo marcou 3 gols no jogo de ida da semi final da competição, aumentando ainda mais os seus números e recordes.

O título desta matéria é o que buscaremos abordar hoje, uma transformação na forma de atuar de Cristiano.


(foto retirada do Google)


Quem não lembra desse garoto vindo da Ilha da Madeira que saiu do Sporting Lisboa aos 17 anos chegando ao Manchester United vestindo a camisa 7 do ídolo David Beckham. 
Mais o que chamava atenção na realidade era a habilidade de Ronaldo, o camisa 7 era muito lembrado por sua agilidade e dribles pra cima dos adversários, como era bom ver Ronaldo driblando deus e o mundo na Inglaterra, não que ele não fizesse gols importantes, mais em seu inicio de carreira o que nos deixava mais impressionados era sua facilidade de passar pela defesa adversária. 

Foram 292 jogos e 118 gols pelo United, um bom número? Calma, ele ainda ia chegar mais longe.


(foto retirada do Google)


O CR7 chegou a Madrid com a camisa 9, será que já seria uma profecia para o que ia acontecer mais na frente?! Com o título de melhor do mundo em 2008, Ronaldo chega em 2009 ao clube merengue com a expectativa de muitos dribles e muita habilidade, em sua apresentação a torcida madridista lotou o Bernabeu para receber o português.

O ponta esquerda habilidoso começou sua caminhada no Real com um faro de gol mais apurado, parecia que deixava um pouco os dribles de lado e passava a olhar mais para o gol. Muitos afirmam que seria uma estratégia para que os prêmios individuais viessem a aumentar, até porque ele tem um Messi em sua mesma geração. Estratégia ou não, o que importa é que deu certo, o português começou a bater recordes pelo clube espanhol, passou a ter mais gols do que jogos pelos merengues

Sem deixar seu lado marrento, com ele não existe meio termo, odiado por uns e amado por vários, Ronaldo conquistou mais 3 bolas de ouro jogando pelo Real, batendo recordes que eram dele mesmo, ele se superava a cada ano.

(foto retirada do Google)


Hoje Ronaldo não é mais aquele garotinho de 17 anos que corria o campo todo e driblava uma defesa inteira, ele se transforma, inova. Seus gols passam a acontecer ali mais próximo da área. Cristiano deixou de ser o homem dos dribles para ser o homem dos gols. Apesar da camisa 7, o jogador tem atuado mais como um camisa 9, e pelos últimos jogos que vimos dele atuando dessa forma, podemos ver que recordes poderão ser batidos, títulos conquistados e bolas de ouro poderão surgir. 

Cristiano se transformou durante sua carreira, poderíamos dizer que a maturidade chegou com os 32 anos de idade, mas como um bom vinho, Ronaldo se reinventa e se torna cada vez melhor.

Feita por: Glayson Guimarães
c