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12 maio 2017

A ansiedade de Ceni e da diretoria fizeram ambos sonharem demais



Na última quinta-feira (11) em partida válida da Copa Sulamericana 2017, o São Paulo foi eliminado pelo Defensa y Justicia, time argentino que tem Jónas Gutiérrez como principal estrela do clube.

A eliminação precoce na competição não só fez o futebol do tricolor paulista virar questionado como Rogério Ceni ser alvo de críticas no comando técnico do time.

Logo quando chegou, no início deste ano, o maior ídolo são-paulino queria impor um estilo de jogo diferente dos demais clubes brasileiros. Fez estágios com alguns dos melhores técnicos do mundo e voltou ao Brasil com uma teoria que poderia dar bons frutos ao São Paulo Futebol Clube. 

No Campeonato Paulista de 2017, via-se que seus métodos começavam a dar certo. Seu ataque era avassalador, porém, sua defesa muito frágil, levava gols em diversos contra-ataques. Dizia-se que criticar o trabalho de Ceni era muito precoce para uma competição com um nível diferente de outras como o Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil. Na primeira fase do estadual, o Tricolor fez vinte e cinco gols em doze jogos, sendo um total muito positivo para uma equipe do porte do São Paulo. Todavia, a defesa foi vazada vinte vezes nas mesmas doze partidas, tendo um saldo de cinco gols ao todo. 

E daí, com o término da primeira fase, novas críticas foram feitas. Nas quartas-de-finais Ceni deu um suspiro na competição quando venceu a Linense por 2 e 5 a 0, em dois jogos no estádio do Morumbi. A partir daí, a ilusão começou a ficar maior. Preparou o time para os clássicos contra o Corinthians nas semifinais e contra o Cruzeiro na Copa do Brasil. 

O sonho foi tanto que o Tricolor foi eliminado nas duas competições, deixando o trabalho do ex-goleiro na forca. 

A Sul-Americana era, então, um bom trajeto de glórias para que o São Paulo pudesse,enfim, alegrar-se com bons resultados. O terceiro fiasco, em menos de seis meses, veio contra o Defensa y Justicia e deixou uma pergunta na cabeça de muita gente: Rogério Ceni precisava ser mesmo o técnico do time nessa temporada? 

Parece que a Flória Cup, único título até então no currículo do 'M1T0' também o iludiu na sua nova carreira. Tanto é que o Corinthians, time tão criticado pela mídia no começo deste semestre, e que participou também da competição na pré-temporada, já tem uma nova e bela cara.

O São Paulo pode até se dar bem no Brasileirão, mas enquanto o campeonato não começa, o fracasso das eliminações são os principais temas pautados no CT do clube. Sua ansiedade o fez chegar nas nuvens. Não precisava de tanta rapidez.Ele poderia esperar.

Alguns exemplos claros que poderiam ser seguidos tanto pela diretoria quanto pelo ex-capitão são três: Guardiola, Zidane e Gerrard.

O primeiro começou por baixo. Treinava as categorias de base do Barcelona, e quando sentiu-se pronto para treinar a potência catalã profissional, se deu de bem. Guardiola virou um ícone no futebol graças a um bom preparo e anos de experiência. Não foi de um dia para o outro que ele virou o melhor técnico do mundo. 





Já Zidane também fez o mesmo. No Real Castilla conseguiu fazer um bom trabalho, e quando foi chamado por Florentino para treinar o maior time do mundo, não recusou. Depois da saída de Rafa Benitez, ele não decepcionou. Ganhou grandes títulos, entre eles a Champions League, e mais, esperou a sua hora. 






Por fim, tem  Gerrard, um dos maiores ídolos do Liverpool ( se não o maior). Após sua aposentadoria recente, o ex-jogador logo foi chamado pelo Liverpool para comandar o time da base. Assim como os outros dois citados, o inglês também vai seguindo um caminho semelhante e que a maioria dos europeus fazem para que um ou outro ex-atleta se vingue como treinador. 





Acredito que o principais problemas do São Paulo foram a empolgação e a precipitação que tiveram em colocar um novo comandante para liderar a equipe. O melhor a ser feito era proporcionar a experiência ao ex-jogador, mas numa função muito menos trabalhosa. Trabalhar na categoria de base faria com que o mesmo ganhasse "corpo" em competições muito mais intensas com jovens jogadores. Um título da Copa Juniores, por exemplo, alavancaria muito mais o trabalho de Rogério, que assim, poderia já subir para o profissional devido à um bom trabalho no sub-20. O erro foi grande, e parece que todas aquelas teorias que ele defende, estão indo por água abaixo. E que sua idolatria como jogador não diminua devido à essa crise de eliminações e "pelejas" como técnico. 



Feito por: Robson Mateus

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